
A suinocultura tem ganhado espaço ano a ano e, com a performance de 2025, registra novos recordes para a produção e exportação de carne suína, segundo a consultoria Agriffatto. Utilizando-se dos dados oficiais, os números de produção entre janeiro e setembro de 2025 já superam o ano anterior em 4,9% e para as exportações totais de carne suína entre janeiro e novembro, o volume já supera o recorde anual anterior em 2,3% e 127 diferentes destinos no ano, atrás do recorde em 2019 quando alcançou 128 diferentes destinos.
Ao olharmos a performance anual do setor, segundo a consultoria, serão abatidas 60,62 milhões de cabeças, avanço anual de 4,2% e uma produção de 5,65 milhões de toneladas, volume superior ao ano anterior em 5,4%. Para as exportações, a previsão é de que sejam embarcadas 1,45 milhão de toneladas, registrando um novo recorde histórico e superando o ano anterior em 9,5%, sendo o quarto ano consecutivo de avanço das exportações totais da proteína animal.
Um grande impulsionador para essa demanda externa em 2025 foram as Filipinas que assumiram o posto de maior destino da carne suína total. Ao país, foram embarcadas 310,11 mil toneladas entre janeiro a novembro, o que já representa um avanço de 42,9% frente ao total enviado em 2024, o equivalente a 102,04 mil toneladas e 25,1% das exportações de 2025.
Na região Sul do país, principal região produtora de suínos, o preço do suíno vivo registrou uma valorização anual de 5,4%, com a parcial de dezembro precificada a R4 8,36/kg. Já os custos registraram uma desvalorização anual de 0,5%. Apesar da tímida elevação do preço frente ao ano anterior, quando houve uma valorização anual de 46,7%, a margem do suinocultor da região Sul em 2025 foi de 31,7%, 7,5 pontos percentuais acima do ocorrido no ano anterior.
O leitão também acompanhou o movimento de valorização anual do suíno vivo, mas de maneira mais tímida, registrando alta anual de 4,8%, com a parcial de dezembro de 2025 cotada a R$ 16,50/kg.

Com a chegada da reta final de 2025, o que podemos esperar para o mercado de suínos em 2026?
Para o ano se inicia na próxima semana, esperamos que a oferta de animais continue em expansão. Estimamos que a produção da proteína suína atinja 5,72 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 1,3% em relação a 2025, configurando um novo recorde anual. Essa expansão seria justificada pela demanda internacional, menor oferta de carne bovina devido a atual fase do ciclo pecuário e margens positivas favoráveis para a expansão do setor.
Na nossa visão, o Brasil continuará tendo uma participação importante nas exportações globais de carne suína em 2026, com a maior consolidação do mercado asiático, especialmente pela expansão das compras das Filipinas, que se tornou nosso principal destino em 2025, superando a China. Com isso, estimamos que sejam exportadas 1,51 milhão de toneladas no próximo ano, o que representaria alta de 3,8% em relação ao esperado para 2025.
Apesar da expectativa de alta, os preços dos suínos devem encontrar um teto durante 2026 e começar a recuar levemente, principalmente no primeiro semestre do ano. Para jan/26, já esperamos uma média de R$ 8,11/kg, um recuo de 3,3% em comparação com a parcial de dez/25, um movimento já sazonal para os preços que se recuperam no segundo semestre do ano. Esse movimento pode ser mais intenso a medida que aumentar a competividade da proteína frente a carne bovina. Consequentemente, esse movimento também afeta a precificação do leitão, que também deve apresentar um recuo nos primeiros meses de 2026.
Por: Agrifatto Consultoria
