Carne bovina impulsiona recorde histórico e MS fecha 2025 com US$ 10,7 bi em exportações

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O ano de 2025 consolidou a força do agronegócio na balança comercial de Mato Grosso do Sul. Segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, divulgada em janeiro de 2026 pela Semadesc-MS, o Estado movimentou US$ 10,7 bilhões em exportações, o maior resultado da sua história, superando o recorde de 2023 (US$ 10,6 bilhões) e encerrando o período com crescimento de 7,5% frente a 2024.

Entre os produtos que puxaram o desempenho está a carne bovina, que vem ampliando participação na pauta exportadora sul-mato-grossense. O setor atingiu em 2025 US$ 1,907 bilhão em faturamento — expansão de 56% em relação ao ano anterior, quando foram registrados US$ 1,223 bilhão. Em volume, o crescimento foi igualmente robusto: as exportações saltaram de 256,9 mil toneladas para 346,7 mil toneladas, avanço de quase 35%.

O desempenho confirma a leitura do mercado sobre o ciclo mais ofertado no país, aliado ao aumento do consumo internacional e à diversificação de destinos. Em linha com o cenário nacional, Mato Grosso do Sul ampliou embarques para China, Estados Unidos, Chile, Emirados Árabes, Filipinas e Argélia, mercados que nos últimos anos vêm aumentando compras de proteína bovina brasileira — especialmente cortes industriais, diante da recomposição de estoques e da demanda por carne congelada.

Além da bovinocultura, outros segmentos tiveram peso relevante. Na pauta total, os principais produtos exportados em 2025 foram, em ordem de valor: celulose, soja, carne bovina, açúcares e melaços, e farelos de soja. Entre os dez itens mais importantes, celulose, carne bovina, milho, minério de ferro e ferro-gusa registraram aumento de volume na comparação com 2024, reforçando o caráter industrial e agroexportador da economia sul-mato-grossense.

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Saldo comercial robusto

A balança comercial sul-mato-grossense mantém trajetória de superávit consistente desde meados da década passada. Conforme a série histórica da Semadesc, as exportações superam largamente as importações desde 2015, com desempenho sustentado por commodities agrícolas, proteína animal e indústrias baseadas em celulose e ferro-gusa. A combinação de parque agroindustrial, logística integrada e expansão de áreas agrícolas explica a competitividade do Estado no cenário externo.

Agro e commodities seguem como motores

O resultado de 2025 reforça a leitura de que o agronegócio permanece como protagonista da economia local. O avanço da celulose — apoiado em investimentos no eixo Três Lagoas–Brasilândia — e a evolução da carne bovina colocam o Estado entre os principais exportadores do setor no Brasil. Na pecuária, o Estado integra o bloco mais competitivo do país, ao lado de Mato Grosso, Pará, Goiás e Minas Gerais, responsáveis por grande parte dos embarques nacionais.

Por: Amanda Coelho
Com informações: Acrissul