
A visita do governador Eduardo Riedel e de integrantes do Governo de Mato Grosso do Sul a Inocência marcou uma nova etapa de investimentos públicos voltados à consolidação da fábrica de celulose que a Arauco Brasil constrói no município. Durante a agenda, autoridades estaduais e federais vistoriaram as instalações do empreendimento, acompanharam o andamento das obras e lançaram ações estruturantes que garantem suporte logístico, energético e urbano ao maior projeto industrial em execução no Estado.
Entre as medidas anunciadas está a autorização para o início das obras de implantação e pavimentação de dois acessos que ligarão a Rodovia MS-377 ao complexo industrial da Arauco. O investimento é de R$ 26,9 milhões, com recursos do Governo do Estado, e tem como objetivo garantir segurança no tráfego e maior eficiência no escoamento de veículos pesados que transportarão matéria-prima para a fábrica.
“O Estado está investindo R$ 1,3 bilhão no entorno para dar suporte ao desenvolvimento que se opera na região”, afirmou o governador Eduardo Riedel durante o evento.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, os acessos rodoviários são fundamentais para o funcionamento da planta industrial. “O investimento confere segurança ao trânsito pela rodovia e rapidez na entrada e saída de veículos pesados à fábrica”, pontuou.

Outra ação estratégica anunciada foi a assinatura da ordem de serviço para a construção de um gasoduto de 125 quilômetros, ligando o Gasoduto Bolívia-Brasil (GasBol), em Três Lagoas, até a unidade da Arauco em Inocência. A obra terá investimento estimado em R$ 170 milhões e deve gerar entre 400 e 500 empregos diretos durante a fase de implantação.
“Mato Grosso do Sul tem orgulho de ter mais de 94% de sua matriz energética de fontes limpas”, destacou Riedel, ao ressaltar a importância do gasoduto para o desenvolvimento econômico e energético do Estado.
O gasoduto terá capacidade inicial para fornecer até 130 mil metros cúbicos de gás por dia a partir de agosto de 2027, com ampliação gradual para atender a demanda das obras. Após a conclusão da fábrica, prevista para o final de 2027, o sistema passará a operar em regime estável, fornecendo cerca de 50 mil metros cúbicos diários.
Além dos anúncios estruturais, a agenda em Inocência incluiu reuniões com a administração municipal para acompanhar os impactos da chegada da indústria no cotidiano da cidade. O secretário Jaime Verruck, acompanhado do secretário adjunto Artur Falcette e do assessor de Logística Luiz Eduardo Costa, reuniu-se com o prefeito Antônio Ângelo Garcia dos Santos, o Toninho da Cofap, o vice-prefeito Henrique César Líria Alves e secretários municipais.

“Concluímos que a situação está sendo bem gerenciada, não houve impactos significativos na saúde, nem na segurança ou assistência social. A Arauco tem cumprido com sua contrapartida, inclusive construindo alojamentos para milhares de trabalhadores, distantes da cidade, com estrutura completa para não sobrecarregar a rede urbana”, avaliou Verruck.
A comitiva também visitou a Vila Arauco, bairro em construção com 615 moradias que irão abrigar funcionários da fábrica quando a unidade entrar em operação. No parque de obras, o secretário constatou o avanço acelerado dos trabalhos. “As obras seguem em ritmo acelerado e devem estar concluídas no próximo ano, para início das atividades em setembro de 2027”, afirmou.
O projeto, batizado de “Projeto Sucuriú”, receberá investimento de aproximadamente US$ 4,6 bilhões, o equivalente a R$ 25 bilhões, e será a maior fábrica de celulose de linha única do mundo, com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas por ano. Durante a fase de obras, cerca de 14 mil trabalhadores estão empregados, e após o início das operações a expectativa é de geração de aproximadamente 6 mil empregos diretos e indiretos.
O Estado segue apoiando o município de Inocência para acompanhar o ritmo de crescimento imposto pela chegada da indústria, com investimentos em infraestrutura, logística e serviços públicos, garantindo que o desenvolvimento econômico venha acompanhado de planejamento urbano e qualidade de vida para a população.
Por: Amanda Coelho
