Exportações de soja devem superar 17 milhões de toneladas em março, aponta ANEC

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo elevado em março, com previsão de embarques entre 15 milhões e 17,6 milhões de toneladas, segundo levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) referente à semana 10 de 2026. A estimativa média considerada pela entidade é de 16,3 milhões de toneladas, indicando avanço em relação ao mesmo período do ano passado.

O desempenho reflete o pico da safra brasileira e a forte demanda internacional, especialmente da Ásia. Em comparação com março de 2025, quando o país exportou 15,7 milhões de toneladas, o volume projetado para este ano pode representar crescimento de até 12%, a depender do ritmo efetivo de embarques.

Na semana de domingo (15) a sábado (21), os embarques totais de soja estão estimados em pouco mais de 3 milhões de toneladas. O Porto de Santos lidera a movimentação, com cerca de 785,9 mil toneladas, seguido por Paranaguá e São Luís/Itaqui, evidenciando a concentração logística nos principais corredores de exportação do país.

Além da soja em grão, o farelo também apresenta crescimento. A projeção para março é de 2,66 milhões de toneladas, acima das 2,18 milhões embarcadas no mesmo mês de 2025. O milho, por sua vez, deve alcançar 868 mil toneladas, praticamente o dobro do registrado no ano anterior para o período.

No acumulado do primeiro trimestre, a ANEC projeta exportações de soja entre 26,2 milhões e 28,8 milhões de toneladas. O volume reforça o papel do Brasil como principal fornecedor global da commodity neste período, antes da entrada mais significativa da safra norte-americana no mercado internacional.

O cenário também aponta para pressão sobre a infraestrutura logística, especialmente nos portos do Arco Sul, que concentram grande parte dos embarques. Ao mesmo tempo, o avanço das exportações pelos portos do Norte, como Barcarena e Santarém, segue contribuindo para a diversificação das rotas e redução de custos.

A depender das condições climáticas e do fluxo logístico nas próximas semanas, os volumes efetivos podem se aproximar do teto das estimativas, consolidando março como um dos meses mais fortes para o escoamento da safra brasileira em 2026.

Por: ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais)