Exportação dos EUA de sêmen de bovinos de corte cresce 13% em 2025

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A exportações de sêmen de gado de corte dos EUA cresceram 13%, atingindo 5,5 milhões de unidades, refletindo a forte demanda global por genética norte-americana, informou a revista Drovers, com base em dados da Associação Nacional de Criadores de Animais (NAAB, na sigla em inglês), que representa aproximadamente 95% da indústria de inseminação artificial do país.

O Brasil segue como um dos principais destinos da genética bovina norte-americana, ao lado de outros países da América Latina, além do México, Austrália, entre outros.

“O setor não só se estabilizou, como continuou a avançar, fortalecendo mercados consolidados e abrindo novos”, afirmou Sophie Eaglen, diretora do programa internacional da NAAB.

No geral, considerando o setor leiteiro, 46 mercados importaram mais de US$ 1 milhão de doses de sêmen dos EUA, contabilizou a NAAB.

China fechou as portas
Em fevereiro de 2025, as exportações de sêmen bovino dos EUA para a China foram abruptamente interrompidas depois que as autoridades chinesas suspenderam a emissão dos certificados veterinários sanitários necessários, bloqueando um dos principais canais de embarques do setor.

A interrupção foi causada por tensões regulatórias e comerciais, e não por preocupações com a saúde animal, explicou a reportagem da Drovers.

Sem os certificados, os exportadores norte-americanos tiveram que redirecionar o produto para outros mercados.

“Mesmo com a China fora do mercado, o forte interesse da Europa, do Brasil, do Norte da África e do Sul da Ásia ajudou a estabilizar o cenário das exportações”, ressaltou Eaglen.

Mercado total de sêmen de corte se recupera
O segmento de carne bovina apresentou um crescimento moderado em 2025, revertendo um declínio de vários anos, destacou o texto da Drovers.

As vendas totais de sêmen de corte aumentaram 1% nos EUA, ou aproximadamente 122.000 doses, atingindo 20,2 milhões de doses em 2025, informou a NAAB.

O uso doméstico foi responsável pela maior parte desse crescimento, com as unidades de sêmen bovino vendidas para rebanhos de corte aumentando 7% pelo segundo ano consecutivo.

No total, 9,9 milhões de doses de sêmen bovino de corte foram utilizadas no mercado interno, sendo 8,1 milhões destinadas a rebanhos leiteiros e 1,7 milhão a rebanhos de corte tradicionais, detalhou a associação do setor.

Um ano fraco para o setor lácteo
O mercado de sêmen de vacas leiteiras nos EUA sofreu um declínio substancial em 2025, refletindo as mudanças contínuas nas estratégias de melhoramento genético e as pressões do mercado global, relatou a reportagem.

O total de vendas de unidades leiteiras, incluindo unidades para o mercado interno, para exportação e coletadas sob encomenda, caiu 6% em comparação com 2024, uma perda de aproximadamente 3 milhões de unidades, totalizando 45,8 milhões, de acordo com a NAAB.

As exportações de sêmen bovino leiteiro totalizaram 28,3 milhões de doses, uma queda de cerca de 2,5 milhões em relação ao resultado de 2024, segundo os dados da associação.

Segundo o texto da Drovers, o fechamento do mercado chinês no início de 2025 contribuiu para a queda, mas as exportações para outros países, principalmente para a Europa, Brasil, Norte da África e Sul da Ásia, ajudaram a compensar grande parte do volume perdido.

A NAAB afirmou que a forte demanda internacional por novilhas de reposição continua a criar oportunidades para os produtores de leite dos EUA.

Domínio do sêmen sexado
O sêmen sexado continuou a dominar os rebanhos dos EUA, com um aumento de 6% para 10,6 milhões de unidades, representando agora 64% de todo o sêmen leiteiro usado no país,  apontou o texto da Drovers.

Por: Revista Drovers