
A recuperação ambiental da Bacia do Rio Taquari, uma das regiões mais afetadas por erosão e assoreamento em Mato Grosso do Sul, ganhou reforço com o avanço do projeto Caminhos das Nascentes, coordenado pelo Instituto Taquari Vivo (ITV) em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).
A iniciativa atua em áreas estratégicas do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT) e do Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim, com foco na contenção de processos erosivos, recuperação de áreas degradadas e educação ambiental envolvendo estudantes da região norte do Estado.
A meta do projeto prevê a recuperação de 378 hectares em dois anos, sendo aproximadamente 190 hectares por ano. Desse total, 250 hectares são destinados à construção de terraços e estruturas alternativas para manejo de águas pluviais e contenção da erosão. Outros 120 hectares recebem cobertura direta com vegetação nativa do Cerrado.
Segundo informações divulgadas pelo ITV, os investimentos previstos ultrapassam R$ 2 milhões, contemplando ações de plantio de mudas, semeadura direta e contenção de voçorocas e ravinas — problemas históricos que contribuem para o avanço do assoreamento do Rio Taquari e impactam diretamente áreas do Pantanal sul-mato-grossense.
Além da recuperação física do solo, o projeto aposta na conscientização ambiental como ferramenta de transformação social. Mais de 500 estudantes já participaram das atividades promovidas nas unidades de conservação.
Recentemente, alunos do 7º ano da Escola Estadual Romilda Costa Carneiro participaram de uma visita técnica em São Thomaz, no município de Alcinópolis, durante atividades alusivas ao Dia da Água. A ação contou com apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SEMDEMA).
Outras atividades também envolveram estudantes de Costa Rica e de escolas municipais da região durante ações relacionadas ao Dia do Cerrado, com visitas ao Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari para acompanhamento das áreas em recuperação.
A coordenadora de restauração do Instituto Taquari Vivo, Letícia Reis, destacou a importância do envolvimento das comunidades locais no processo de preservação ambiental.
“A restauração ambiental só é efetiva quando a comunidade local se torna guardiã do território. Ao envolvermos mais de 500 alunos em atividades práticas nas Unidades de Conservação, mostramos na prática a fragilidade do solo e a força da recuperação ambiental”, afirmou.
Entre as espécies utilizadas na restauração estão Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, escolhidas por sua capacidade de recomposição do solo e fortalecimento da biodiversidade regional.
O projeto também prevê monitoramento contínuo das áreas recuperadas, utilizando indicadores como cobertura vegetal e regeneração natural, buscando garantir estabilidade hídrica e ambiental para uma das regiões mais sensíveis do bioma pantaneiro.
Por: Redação Caderno Agro
Este conteúdo possui caráter informativo, elaborado com base em orientações públicas de entidades do setor. Para procedimentos detalhados, prazos atualizados e exigências específicas, recomenda-se a consulta direta aos canais oficiais dos órgãos competentes.
