
Os preços do etanol hidratado apresentaram queda na maior parte do Brasil na última semana, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O biocombustível ficou mais barato em 18 Estados, teve alta em três unidades da federação e no Distrito Federal, e permaneceu estável em cinco Estados.
Na média nacional, o preço do etanol recuou 0,95%, passando para R$ 4,18 por litro. Em São Paulo, principal produtor e consumidor do combustível no país, a redução foi ainda mais significativa, de 1,27%, com o litro sendo comercializado, em média, a R$ 3,88.
Entre os Estados que registraram aumento nos preços, a Bahia teve a maior alta da semana, de 3,74%, elevando o valor médio para R$ 4,99 por litro. Também houve reajustes no Acre, onde o combustível passou a custar R$ 5,39 (+1,13%), no Pará, com média de R$ 5,17 (+0,78%), e no Distrito Federal, onde o preço subiu 2,2%, chegando a R$ 4,18.
O menor valor encontrado nos postos brasileiros foi de R$ 2,94 por litro, em São Paulo. Já o maior preço registrado foi de R$ 6,60 por litro, no Acre. Entre as médias estaduais, São Paulo apresentou o menor preço do país, enquanto o Amapá registrou a média mais elevada, de R$ 5,85 por litro.
Etanol segue vantajoso em Mato Grosso do Sul
Além da queda nos preços, o etanol continua sendo uma alternativa economicamente interessante em diversos Estados. Em Mato Grosso do Sul, a relação entre o preço do etanol e da gasolina ficou em 63,37%, índice considerado favorável para o consumo do biocombustível.
De acordo com os dados da ANP, o etanol foi considerado mais competitivo do que a gasolina em apenas sete Estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade ficou em 63,24%, abaixo do limite de 70% tradicionalmente utilizado como referência para indicar vantagem econômica ao consumidor.
Os melhores índices de competitividade foram observados em Mato Grosso (58,74%) e São Paulo (60,06%). Em Goiás, a paridade ficou em 65,58%; em Minas Gerais, 66,83%; no Paraná, 64,34%; na Bahia, 69,99%; e no Distrito Federal, 63,72%.
Especialistas do setor destacam, porém, que a regra dos 70% não é absoluta. Dependendo do modelo e da tecnologia do veículo flex, o etanol pode continuar sendo vantajoso mesmo quando sua relação de preço com a gasolina supera esse percentual.
Para Mato Grosso do Sul, importante produtor de cana-de-açúcar e de biocombustíveis, a manutenção da competitividade do etanol reforça o papel estratégico do setor sucroenergético na matriz energética brasileira e na oferta de combustíveis renováveis ao mercado.
Por: Amanda Coelho
