Governo de MS libera licença para implantação de usina de etanol de milho da Atvos com investimento superior a R$ 1 bilhão

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Mato Grosso do Sul deu mais um passo em direção à consolidação de uma das cadeias agroindustriais que mais crescem no Brasil. O Governo do Estado entregou a Licença de Instalação que autoriza o Grupo Atvos a iniciar a construção de uma nova planta de produção de etanol de milho em Nova Alvorada do Sul, empreendimento que prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão e promete ampliar significativamente a capacidade industrial do setor bioenergético sul-mato-grossense.

O projeto será implantado na unidade Santa Luzia, complexo já consolidado na produção de etanol de cana-de-açúcar, e transformará a planta em um dos exemplos mais modernos de integração industrial do país. A expectativa é que a nova estrutura processe 642 mil toneladas de milho por ano, produzindo 273 mil metros cúbicos de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG — coproduto amplamente utilizado na nutrição animal — e 13 mil toneladas de óleo de milho.

Mais do que ampliar a produção de biocombustíveis, o investimento reforça o momento de forte expansão econômica vivido por Mato Grosso do Sul, que vem atraindo grandes grupos nacionais e internacionais graças à segurança jurídica, disponibilidade de matéria-prima, logística em desenvolvimento e ambiente favorável aos negócios.

Mato Grosso do Sul se consolida como potência do etanol de milho

Nos últimos anos, o Estado deixou de ser apenas uma referência na produção de etanol de cana para se tornar também um dos principais polos brasileiros do etanol de milho. Atualmente, já operam no território sul-mato-grossense as unidades da Inpasa, em Dourados e Sidrolândia, além da CerradinhoBio/Neomille, em Maracaju.

Com a entrada da nova planta da Atvos, Mato Grosso do Sul passará a contar com quatro grandes unidades industriais dedicadas à produção de etanol de milho, fortalecendo uma cadeia que agrega valor à produção agrícola local e cria novas oportunidades para produtores rurais.

Dados da Biosul mostram que, na safra mais recente, as usinas do Estado produziram aproximadamente 5 bilhões de litros de etanol. Desse total, cerca de 44% tiveram o milho como matéria-prima. Com a nova unidade em operação, a tendência é que o cereal passe a responder por mais da metade de toda a produção estadual.

Governador, Eduardo Riedel, em anúncio da liberação da licença

Investimento gera empregos e movimenta a economia regional

A construção da nova planta deverá gerar cerca de 2 mil empregos durante a fase de obras. Após o início das operações, a empresa prevê a contratação de pelo menos 100 trabalhadores permanentes para atuar na produção, com prioridade para a mão de obra da região.

Segundo a Atvos, a integração entre as operações de cana e milho permitirá produção durante praticamente todo o ano, aumentando a eficiência industrial e reduzindo períodos de ociosidade.

O vice-presidente de Operações da companhia, Wilson Lucena, destacou que Mato Grosso do Sul ocupa posição estratégica dentro do grupo.

“Mato Grosso do Sul é o Estado mais relevante para a Atvos em termos de produção. Acreditamos que esse investimento gera desenvolvimento para as comunidades e para o Estado como um todo”, afirmou.

Atualmente, a Atvos possui 12 unidades agroindustriais distribuídas entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e São Paulo.

Complexo industrial será pioneiro no país

Além da nova planta de etanol de milho, a unidade Santa Luzia já se prepara para iniciar a produção de biometano, combustível renovável obtido a partir de resíduos da atividade sucroenergética.

Com isso, o complexo de Nova Alvorada do Sul caminha para se tornar um dos mais modernos do setor bioenergético nacional, reunindo diferentes fontes de energia renovável em uma mesma estrutura industrial.

Durante a cerimônia de entrega da licença, o governador Eduardo Riedel ressaltou que a chegada de novos investimentos é resultado do ambiente de confiança construído entre o setor produtivo e o poder público.

Segundo ele, empreendimentos dessa magnitude representam não apenas crescimento econômico, mas também geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento de uma matriz energética mais sustentável.

Licenciamento e expansão sustentável

A emissão da licença foi conduzida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que destacou o cumprimento dos procedimentos técnicos e ambientais exigidos pela legislação.

O empreendimento possui uma série de condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas pela empresa para mitigar impactos, garantir segurança operacional e promover medidas compensatórias quando necessário.

A rapidez na análise do processo foi apontada por representantes da empresa como um diferencial do ambiente de negócios sul-mato-grossense, sem abrir mão do rigor técnico exigido para empreendimentos dessa dimensão.

Estado vive nova fase de industrialização

A chegada da nova planta da Atvos simboliza uma mudança importante na economia estadual. Historicamente conhecido pela força da agropecuária, Mato Grosso do Sul avança para uma nova etapa de industrialização ligada ao agronegócio, agregando valor à produção de milho, cana-de-açúcar e outras commodities produzidas no campo.

O resultado é a formação de uma cadeia produtiva cada vez mais robusta, capaz de gerar empregos qualificados, atrair tecnologia e ampliar a competitividade do Estado no cenário nacional e internacional.

Com mais de R$ 1 bilhão em investimentos previstos, a nova unidade da Atvos reforça a posição de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos brasileiros de bioenergia e demonstra a confiança do setor privado no potencial de crescimento da economia sul-mato-grossense.

Por: Redação Caderno Agro