Produção de suínos cresce quase 20% em Mato Grosso do Sul e exportações disparam mais de 57%

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul vive um momento de forte expansão. Impulsionado por investimentos na cadeia produtiva e pela crescente demanda internacional, o setor registrou aumento significativo tanto na produção quanto nas exportações nos primeiros meses de 2026, consolidando o Estado como um dos destaques da atividade no país.

Dados divulgados no mais recente Boletim Econômico do Sistema Famasul mostram que, entre janeiro e maio deste ano, Mato Grosso do Sul produziu 1,64 milhão de suínos destinados ao abate, volume 19,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O avanço da produção reflete a ampliação da capacidade instalada das granjas e frigoríficos sul-mato-grossenses, além da crescente profissionalização da cadeia, que vem ganhando espaço no mercado nacional e internacional.

Exportações avançam mais de 57%

O crescimento da produção foi acompanhado por um desempenho ainda mais expressivo no comércio exterior.

Nos cinco primeiros meses do ano, as exportações de carne suína in natura de Mato Grosso do Sul movimentaram US$ 22,5 milhões, um aumento de 57,6% na receita em relação ao mesmo período do ano passado. O volume embarcado também apresentou forte alta, com crescimento de 60,7%.

As Filipinas continuam sendo o principal destino da carne suína produzida no Estado, seguidas por Argentina e Hong Kong. Um dos destaques do período foi justamente o mercado argentino, que ampliou suas compras em mais de 300% na comparação com 2025, sinalizando uma maior diversificação dos compradores internacionais.

O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira e amplia a participação de Mato Grosso do Sul no mercado global de carnes.

Oferta maior pressiona preços no mercado interno

Apesar dos bons resultados na produção e nas exportações, o aumento da oferta gerou reflexos no mercado doméstico.

Em maio, o preço médio do suíno vivo foi cotado a R$ 5,70 por quilo, registrando queda de 3,4% em relação a abril e recuo de 15,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Segundo a técnica da Famasul, Eliamar Oliveira, o movimento é natural em períodos de expansão da produção, especialmente quando a demanda interna não cresce na mesma velocidade.

“Esse período de inverno é favorável para o consumo da carne suína. Portanto, a combinação entre a demanda externa aquecida e a expectativa de fortalecimento do consumo doméstico cria um ambiente mais favorável para reverter esse movimento de queda nos preços ao produtor”, analisa.

Perspectiva é de recuperação

A avaliação dos especialistas é que o mercado tende a encontrar um novo equilíbrio nos próximos meses. A manutenção das exportações em ritmo acelerado, somada ao aumento sazonal do consumo interno durante o inverno, pode contribuir para a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores.

O cenário reforça a importância crescente da suinocultura para a economia de Mato Grosso do Sul, setor que vem ampliando sua participação no agronegócio estadual e conquistando novos mercados ao redor do mundo.

De acordo com o Sistema Famasul, a combinação entre ganho de produtividade, abertura comercial e fortalecimento da demanda deve continuar sustentando a expansão da atividade ao longo de 2026.

Acesse o boletim completo clicando aqui.

Por: Redação Caderno Agro
Com informações: Sistema Famasul