
O mercado financeiro voltou a revisar para baixo as expectativas para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Segundo o Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central, a mediana das projeções para 2026 passou de 5,61% para 5,55%, mantendo a tendência de queda observada nas últimas semanas. Há um mês, a estimativa era de 6,15%.
O recuo foi ainda mais expressivo entre as 23 instituições financeiras que atualizaram suas previsões nos últimos cinco dias úteis, grupo considerado pelo mercado como o mais sensível às mudanças no cenário econômico. Nesse recorte, a expectativa para o IGP-M em 2026 caiu de 5,60% para 5,31%.
Para 2027, entretanto, houve um pequeno ajuste na direção oposta. A mediana das projeções subiu de 4,10% para 4,12%, acima dos 4,08% registrados há quatro semanas.
Índice é referência para contratos e custos do agronegócio
Embora seja mais conhecido por servir de base para o reajuste de contratos de aluguel, o IGP-M também é um importante indicador para diversos setores da economia, incluindo o agronegócio, por refletir as oscilações dos preços no atacado.
O índice é composto por três segmentos:
- Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): representa 60% do IGP-M e acompanha os preços no atacado, sendo fortemente influenciado pela variação do dólar e pelas cotações de commodities agrícolas e minerais.
- Índice de Preços ao Consumidor (IPC): responde por 30% do indicador e mede a evolução do custo de vida das famílias.
- Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): corresponde aos 10% restantes e acompanha os custos de materiais, equipamentos e mão de obra da construção civil.
A redução das projeções para 2026 reflete, principalmente, o ambiente de maior estabilidade do câmbio e o comportamento mais moderado dos preços de commodities no mercado atacadista, fatores que vêm contribuindo para aliviar a pressão sobre os índices gerais de inflação.
Por: Amanda Coelho
