
O mercado brasileiro de algodão em pluma segue com ritmo lento de negociações neste fim de julho. A baixa liquidez é resultado da diferença entre as expectativas de compradores e vendedores, que continuam divergindo tanto em relação aos preços quanto aos padrões de qualidade da fibra disponível no mercado à vista.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que os produtores seguem firmes nas pedidas, principalmente para lotes de melhor qualidade. Essa postura tem sustentado as cotações, enquanto compras pontuais realizadas por indústrias que precisam recompor estoques impedem uma pressão maior sobre os preços.
Setor acompanha avanço da colheita
Além das negociações, o mercado acompanha de perto o andamento da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26. A preocupação é garantir que os contratos firmados anteriormente, tanto para o abastecimento da indústria nacional quanto para as exportações, sejam cumpridos dentro dos prazos estabelecidos.
Na ponta do consumo, a indústria têxtil ainda relata vendas moderadas no varejo. No entanto, indicadores recentes do IBGE apontam uma recuperação gradual na produção de vestuário e tecidos, movimento que pode estimular a retomada de novos contratos nas próximas semanas.
Mesmo com o mercado operando em ritmo reduzido, a combinação entre oferta restrita de algodão de alta qualidade e demanda pontual mantém os preços da pluma em patamares sustentados.
Por: Redação Caderno Agro
