
A suinocultura brasileira entra em uma nova fase de expansão, sustentada pela diversificação de mercados e pelo aumento da oferta exportável. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a recuperação da produção chinesa reduziu parte da demanda pelo produto brasileiro, mas novos destinos e a ampliação do portfólio devem manter o crescimento do setor.
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a China continuará como mercado estratégico, principalmente pela demanda por miúdos e produtos específicos que a produção local não consegue atender. O Brasil também busca ampliar o número de empresas habilitadas a exportar carne suína para o país asiático.
Ao mesmo tempo, outros mercados ganham relevância, como as Filipinas, que seguem dependentes de importações para atender o consumo interno após os impactos da peste suína africana. Para a ABPA, essa diversificação reduz a dependência de um único comprador e fortalece a presença brasileira no comércio internacional.
As projeções indicam avanço na produção e nas exportações. A carne suína brasileira deve alcançar até 5,87 milhões de toneladas em 2026, alta de 5% frente a 2025. Nas exportações, a expectativa é de até 1,6 milhão de toneladas neste ano e 1,7 milhão de toneladas em 2027.
Com a abertura de mercados e o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação, a ABPA projeta que o país consolide sua posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.
Por: Redação Caderno Agro
