
Uma iniciativa que pode aproximar ainda mais o campo da cidade começou a ser construída em Campo Grande. A Prefeitura, produtores rurais, indústria de laticínios e entidades do setor leiteiro discutem a implantação de um projeto-piloto para incluir leite pasteurizado e bebidas lácteas produzidos no município na alimentação escolar da Rede Municipal de Ensino (Reme).
A proposta vai além do fornecimento de alimentos aos estudantes. O objetivo é criar um novo canal de comercialização para a produção local, fortalecer a cadeia leiteira, estimular a agregação de valor dentro do município e aproximar produtores, indústria, educação e pesquisa em um modelo de desenvolvimento regional.
A reunião, realizada nesta quinta-feira (30), contou com a participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), Associação de Criadores de Girolando de Mato Grosso do Sul, produtores de leite, laticínios e instituições ligadas ao setor.
Para o setor produtivo, a iniciativa representa uma oportunidade de transformar a produção leiteira local em uma ferramenta de desenvolvimento econômico, garantindo mercado para o produtor e fortalecendo uma cadeia que envolve desde a propriedade rural até a indústria e a distribuição.



Segundo o chefe da Assessoria Técnica da Semades, Otto Ferreira, Campo Grande busca construir um modelo inovador, capaz de integrar produção, tecnologia e educação.
“Estamos estruturando um projeto-piloto para fomentar a cadeia produtiva do leite por meio do fornecimento de leite pasteurizado e bebidas lácteas à alimentação escolar. Além de melhorar a qualidade da merenda, queremos aproximar o campo da educação, levando tecnologia e conhecimento aos estudantes e fortalecendo toda a cadeia produtiva”, afirmou.
O presidente da Associação de Criadores de Girolando de Mato Grosso do Sul, Alessandro Coelho, destaca que a construção conjunta entre poder público e iniciativa privada é fundamental para que o projeto tenha resultados positivos.
“Foi uma reunião muito produtiva, reunindo produtores, indústria e poder público para construir um modelo que beneficie toda a cadeia. Nosso objetivo é levar alimentos de alto valor biológico aos alunos e fortalecer uma economia circular dentro do município, gerando benefícios para produtores, laticínios, ensino e pesquisa”, afirmou.
Um dos principais pontos debatidos foi a estrutura necessária para garantir a qualidade dos produtos, especialmente em relação à logística, armazenamento e manutenção da temperatura adequada. Por esse motivo, a proposta será inicialmente implantada em formato piloto, permitindo ajustes antes de uma possível expansão.
A expectativa do setor é que Campo Grande possa se tornar referência em uma política pública que valoriza a produção local e estimula o desenvolvimento da pecuária leiteira.
“Campo Grande tem a oportunidade de se tornar um modelo para o Estado. A ideia é que esse projeto possa ser replicado em outras cidades, fortalecendo as economias locais, incentivando a permanência das famílias no campo e agregando valor à produção leiteira sul-mato-grossense”, concluiu Alessandro Coelho.
Por: Amanda Coelho
