
O Ministério da Fazenda autorizou, na última semana, o pagamento da equalização das taxas de juros para operações de renegociação de dívidas rurais. A medida libera R$ 25,8 bilhões para apoiar produtores que enfrentam dificuldades financeiras e integra as ações previstas na Medida Provisória 1.376/2026.
O volume autorizado corresponde a cerca de 13% da carteira problemática do crédito rural, que chegou a R$ 197,2 bilhões até junho, segundo dados citados pelo setor.
Do total, aproximadamente R$ 24,1 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, enquanto R$ 1,6 bilhão será direcionado à agricultura familiar.
A portaria também estabelece quais instituições financeiras estão habilitadas a operar as linhas de crédito equalizado previstas no programa de renegociação.
Ao todo, foram incluídos dez agentes financeiros: Banco DLL, Banco do Brasil, Banpará, Banrisul, Banco da Amazônia (Basa), BRB, Credicoamo, Cresol, Sicoob e Sicredi.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foi incluído na relação.
A autorização representa mais um passo na implementação das medidas de renegociação das dívidas rurais e amplia o espaço para que produtores possam reestruturar seus débitos, preservar a capacidade de investimento e manter a atividade produtiva.
Por: Redação Caderno Agro
