Soja encerra semana com preços firmes, negócios travados e China de volta às compras

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com pouca movimentação nos negócios, apesar da sustentação dos preços nos portos e nas indústrias. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os prêmios de exportação (basis) seguem fortalecidos, mas a diferença entre os valores ofertados pelos compradores e as pedidas dos vendedores ainda limita o fechamento de contratos.

Em Chicago, a semana foi marcada pela volatilidade. O mercado reagiu aos números do Crop Tour da Pro Farmer, que apontaram potencial produtivo acima do esperado para a safra norte-americana, mesmo após algumas lavouras apresentarem resultados menos favoráveis ao longo do levantamento.

Ao mesmo tempo, a demanda chinesa voltou a ganhar força. Exportadores privados dos Estados Unidos reportaram ao Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vendas de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de soja da safra 2026/27. Cerca de metade desse volume tem a China como destino.

No mercado brasileiro, a queda do dólar foi parcialmente compensada pelo comportamento dos prêmios. Com isso, as cotações oscilaram entre estabilidade e leves recuos, mantendo-se em níveis considerados firmes.

Preços da soja

Entre as principais praças acompanhadas, Passo Fundo (RS) caiu de R$ 147,00 para R$ 146,50 por saca, enquanto Santa Rosa (RS) recuou de R$ 148,00 para R$ 147,50.

Cascavel (PR) permaneceu em R$ 144,00; Rondonópolis (MT), em R$ 138,00; Dourados (MS), em R$ 135,50; e Rio Verde (GO), em R$ 138,00.

Paranaguá (PR) avançou de R$ 153,50 para R$ 155,00, enquanto Rio Grande (RS) caiu de R$ 155,00 para R$ 154,50.

Chicago fecha semana em alta

Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira (21) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. O contrato novembro subiu 3,7% no período.

A posição novembro fechou a US$ 12,395 por bushel, alta de 3 centavos de dólar, ou 0,24%. O contrato janeiro terminou a US$ 12,5375, avanço de 2,25 centavos, ou 0,17%.

Entre os subprodutos, o farelo para dezembro subiu US$ 2,00, ou 0,61%, para US$ 325,80 por tonelada. Já o óleo recuou 1,74 centavo, ou 2,43%, para 69,58 centavos de dólar por libra-peso.

Os investidores continuam atentos aos resultados do Crop Tour da Pro Farmer. No leste de Iowa, a contagem de vagens chegou a 1.362,93 em uma área de 3 por 3 pés, acima da média dos últimos três anos, de 1.295,70, mas abaixo das 1.384,38 registradas em 2025.

Em Minnesota, foram contabilizadas 1.257,80 vagens, também acima da média de três anos, de 1.089,82, e ligeiramente acima das 1.247,86 observadas no ano passado.

Dólar recua

O dólar comercial fechou a sexta-feira em queda de 1%, cotado a R$ 5,1423 na venda e R$ 5,1403 na compra. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1322 e R$ 5,1832.

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,5%, movimento que reduziu parte da sustentação sobre os preços da soja no mercado brasileiro. Ainda assim, a força dos prêmios e a retomada das compras chinesas ajudaram a preservar os bons níveis de remuneração ao produtor.

Por: Redação Caderno Agro