Suinocultura de MS cresce acima da média nacional enquanto exportações brasileiras recuam

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As exportações brasileiras de carne suína perderam força em setembro, mas Mato Grosso do Sul mantém um ritmo de expansão superior à média nacional. Enquanto os embarques do país caíram 11% no mês, para 135 mil toneladas, o estado acumulou alta de 25,3% nas exportações entre janeiro e agosto, segundo dados divulgados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

O resultado nacional divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostra que a retração mensal também atingiu a receita, que recuou 21,5%, para US$ 289,3 milhões. A queda foi registrada sobre setembro de 2025, quando o Brasil havia exportado 151,6 mil toneladas, com faturamento de US$ 368,4 milhões.

Apesar da perda de ritmo no mês, o desempenho acumulado do país segue positivo. De janeiro a setembro, os embarques somaram 1,192 milhão de toneladas, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A receita chegou a US$ 2,737 bilhões, alta de 1,3%. A diferença entre o avanço do volume e o do faturamento indica menor receita média por tonelada exportada no período.

Em Mato Grosso do Sul, o avanço das vendas externas acompanha a expansão da atividade produtiva. No primeiro quadrimestre de 2026, os abates estaduais chegaram a 1,3 milhão de suínos, crescimento de 23,2%, enquanto a média brasileira foi de 4,2%. Na comparação, o ritmo de crescimento sul-mato-grossense foi 5,5 vezes maior.

A diferença também aparece nos embarques acumulados até agosto: enquanto MS avançou 25,3%, as exportações brasileiras cresceram 8,9% no mesmo período. O desempenho coloca a suinocultura estadual em trajetória mais acelerada que a média do país, embora os dados disponíveis ainda não permitam medir a posição de MS no fechamento de setembro.

Entre os principais estados exportadores, os números de setembro foram negativos. Santa Catarina, líder nacional, embarcou 64,5 mil toneladas, queda de 11,4%. O Rio Grande do Sul exportou 33,8 mil toneladas, recuo de 5,5%, e o Paraná registrou 22,7 mil toneladas, redução de 10,1%.

O contraste entre a retração mensal nacional e o crescimento acumulado da produção e das exportações sul-mato-grossenses evidencia o avanço recente da cadeia estadual. A manutenção desse ritmo dependerá da demanda externa, dos preços internacionais e da capacidade de ampliar mercados para a carne suína produzida em MS.

Por: Elaine Oliveira