
O Brasil exportou cerca de 920 mil cabeças de gado vivo entre janeiro e agosto de 2026, alta de 41,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcados 650 mil animais. O avanço da demanda internacional amplia as alternativas de comercialização para os pecuaristas e pode contribuir para sustentar os preços do boi gordo e dos animais de reposição.
Em agosto, o país registrou recorde mensal, com 170 mil cabeças exportadas. A receita acumulada nos oito primeiros meses do ano chegou a US$ 1,2 bilhão.
Turquia, Marrocos e Iraque concentraram quase 80% das compras brasileiras. A demanda desses mercados está relacionada à redução dos rebanhos locais e à necessidade de abastecimento.
A projeção da Scot Consultoria é que as exportações alcancem 1,3 milhão de cabeças em 2026, estabelecendo um novo recorde anual.
Para o produtor rural, a expansão desse mercado representa uma alternativa de venda além dos frigoríficos nacionais. A disputa entre compradores pode fortalecer o poder de negociação dos pecuaristas, embora o efeito sobre as cotações dependa das condições regionais, da oferta de animais e do ritmo das compras externas.
Por: Redação Caderno Agro
