
As exportações brasileiras de carne bovina in natura sentiram o impacto da ausência da China em setembro. O país embarcou 195,2 mil toneladas no mês, queda de 37,9% em relação a setembro de 2025. A receita somou US$ 1,227 bilhão, recuo de 30,6% na mesma comparação, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A retração está relacionada ao preenchimento da cota de importação de carne brasileira estabelecida pela China para 2026, que restringiu temporariamente as compras do principal mercado do setor.
Mesmo com a redução dos embarques, o preço médio da carne exportada alcançou US$ 6.284 por tonelada, alta de 11,8% sobre setembro do ano passado. Na comparação com agosto, a receita cresceu 1,6% e o preço médio avançou 1,9%, enquanto o volume embarcado recuou apenas 0,2%.
No acumulado de janeiro a setembro, o desempenho permanece positivo. O Brasil exportou 1,919 milhão de toneladas, crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 1,919 bilhão, avanço de 16,7%, impulsionada também pela valorização do produto no mercado internacional.
Os números evidenciam a importância da China para o comércio exterior da carne bovina brasileira e o impacto de suas restrições sobre os embarques mensais. Ao mesmo tempo, o resultado acumulado mostra que a demanda internacional e os preços mais elevados continuam sustentando a receita do setor, mesmo diante da interrupção temporária das compras chinesas.
Por: Elaine Oliveira
