
O resultado das eleições presidenciais de 2026 mobiliza lideranças políticas e representantes do agronegócio, com manifestações sobre a atuação no Congresso Nacional, a relação com o governo federal e as políticas públicas que afetam diretamente a produção rural. Entre os temas em pauta estão crédito, seguro rural, defesa sanitária, segurança jurídica e financiamento da atividade agropecuária.
A senadora Tereza Cristina se manifestou nas redes sociais após a campanha de Flávio Bolsonaro, agradecendo aos apoiadores que receberam a comitiva durante as viagens pelo país. Ela defendeu a continuidade da mobilização política e destacou a eleição de governadores de direita e a formação de uma bancada alinhada a esse campo político na Câmara dos Deputados e no Senado.
“ Nós precisamos continuar mobilizados para cobrar tudo que desejamos! A voz de vocês não será calada”, escreveu. A senadora também afirmou que atuará na fiscalização do governo federal e na defesa de um país com prosperidade e segurança.
Em Mato Grosso do Sul, os senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar também indicaram disposição para fiscalizar o governo e atuar no Congresso diante de medidas e decisões políticas das quais discordem. A atuação parlamentar poderá ter reflexos nas discussões sobre orçamento, crédito rural, infraestrutura e políticas de apoio à produção.
Na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o vice-presidente, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), defendeu a retomada do diálogo entre o setor produtivo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo diante do apoio de segmentos do agronegócio a Flávio Bolsonaro durante a campanha, Jardim ressaltou a necessidade de manter canais de negociação com o poder constituído.
Entre as prioridades apontadas estão o seguro rural, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), a destinação de recursos para a defesa sanitária animal e o financiamento do Plano Safra. São medidas com impacto direto no planejamento das propriedades, no acesso ao crédito, na gestão de riscos e na capacidade de investimento dos produtores.
A defesa sanitária também está entre as preocupações do setor, especialmente diante dos riscos de doenças que podem provocar prejuízos à produção e restrições comerciais. Já o seguro rural e o Plano Safra são instrumentos importantes para o financiamento da atividade e a proteção contra perdas.
Girolando MS defende união e políticas públicas para o leite
Em nota institucional, o Núcleo de Criadores de Girolando MS reafirmou seu compromisso com os produtores, suas famílias e o desenvolvimento da pecuária leiteira sul-mato-grossense. A entidade reconheceu a decisão democrática e defendeu o respeito às diferentes escolhas políticas, destacando que os desafios do setor exigem união.

O Núcleo apontou como prioridades a valorização de quem produz, a segurança jurídica, o crédito acessível, a concorrência justa e políticas públicas que fortaleçam a produção nacional de leite. Também afirmou que manterá o diálogo com governos e instituições, com independência e firmeza na defesa dos interesses da atividade.
A nota ressalta ainda a importância do investimento em genética e do trabalho diário no campo para a geração de renda, oportunidades e segurança alimentar.
“Nosso compromisso é com quem produz. Nosso trabalho pelo futuro do leite continua”, conclui a manifestação da entidade, presidida por Alessandro Coelho, que também ocupa a vice-presidência da Acrissul.
O cenário abre uma nova etapa de articulação entre representantes políticos e entidades do agronegócio. Além das disputas partidárias, o setor acompanha as decisões que podem afetar o crédito, o custo de produção, a defesa sanitária, a segurança jurídica e a competitividade da agropecuária brasileira. A expectativa é que as pautas apresentadas se traduzam em medidas concretas para quem produz.
Por: Elaine Oliveira
