
O futuro econômico do Centro-Oeste recebeu um grande impulso. Em sua 25ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília, o Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco) aprovou um pacote de medidas financeiras que prometem aquecer a economia regional. O ponto de maior destaque é o crescimento do orçamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), que saltará de R$ 17 bilhões para R$ 19,7 bilhões em 2026. A aprovação do aumento dos fundos, alinhada à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), foi um dos focos do encontro, que reuniu líderes e representantes dos estados do Centro-Oeste e de instituições parceiras.
A principal mudança aprovada pelos conselheiros democratiza o acesso aos recursos para empreendimentos menores. O valor mínimo dos projetos financiados pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) foi reduzido de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões. A superintendente da Sudeco e secretária-executiva do Condel, Luciana Barros, reforçou que essa atualização é essencial para ampliar o alcance das políticas públicas, garantindo que mais empresas, especialmente as de médio porte localizadas no interior, possam acessar crédito adequado para gerar emprego e dinamizar a economia local. O novo orçamento do FCO será distribuído de forma concentrada, com Mato Grosso e Goiás recebendo 33% cada, Mato Grosso do Sul com 24% e o Distrito Federal com 10%.

A força do FCO em 2024 foi comprovada pelo Relatório Circunstanciado, que mostrou a aplicação de R$ 12,5 bilhões no ano com uma baixíssima inadimplência de apenas 0,3%. O relatório indica que o Fundo tem sido eficaz no seu papel social e econômico, com 76% das operações destinadas a pequenos empreendedores e um crescimento de 37% no crédito para empresas em toda a região. Houve um crescimento notável em linhas especiais de financiamento: o FCO Mulheres registrou um salto de 410%, alcançando R$ 1,9 bilhão, e o FCO Verde contratou R$ 1,1 bilhão em projetos de sustentabilidade. Paralelamente, o conselho aprovou a Programação para 2026 do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), que prevê R$ 1,5 bilhão em crédito, com maior foco no setor rural, e atualiza regras para facilitar o acesso de pequenos produtores, incorporando o modelo AgroAmigo.
Por fim, outras atualizações foram apresentadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), incluindo uma nova proposta de tipologia municipal que visa simplificar o enquadramento de áreas para investimentos, reduzindo as categorias de nove para sete. A classificação utilizará dados de renda e crescimento do PIB per capita para identificar as áreas prioritárias para investimentos, e o novo modelo segue agora para análise jurídica.
Por: MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional)
