Boi gordo: frigoríficos operam com escalas de abate confortáveis e pé no freio nas compras

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Nesta quinta-feira (18/12), em linha com o comportamento observado nos últimos dias, o mercado físico do boi gordo registrou manutenção dos preços em todas as principais regiões produtoras brasileiras, informa a Agrifatto.

“As negociações seguem em compasso lento e a expectativa é de arrefecimento ainda maior do volume de negócios com a proximidade das festividades de fim de ano”, antecipam os analistas da consultoria. 

Nesse período de comemorações, continua a Agrifatto, parte relevante dos frigoríficos interrompe temporariamente as atividades ou reduz o ritmo de abate em função das férias coletivas parciais ou totais, com retomada gradativa dos trabalhos prevista apenas para o início da segunda semana de janeiro de 2026.

“Apesar da movimentação reduzida, algumas indústrias brasileiras já começam a estruturar as programações de abate voltadas para a segunda quinzena de janeiro, o que garante um quadro confortável de escalas”, observa a consultoria. 

Na média nacional, as plantas seguem atendidas por cerca de dez dias úteis, sem pressão imediata por compras mais agressivas de gado terminado, acrescentam os analistas. 

No front externo, diz a Agrifatto, as exportações de carne bovina in natura continuam apresentando desempenho consistente e devem seguir como o principal vetor de sustentação dos preços do boi gordo neste encerramento de 2025, compensando a menor demanda do mercado interno típica do período. 

Preços andam de lado
Em São Paulo, o boi gordo “comum” foi negociado a R$ 320/@ nesta quinta-feira, , enquanto o “boi-China” seguiu valendo R$ 330/@, de acordo com os dados apurados pela Agrifatto.

Em outras 16 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto, a média do boi gordo permaneceu em R$ 304,25/@, ou seja, sem registro de variações em nenhuma das regiões acompanhadas pela consultoria. 

Pelos dados da Scot Consultoria, no mercado paulista,  a cotação de todas as categorias de gado terminado ficou estável nesta quinta-feira. 

Com isso, o boi gordo sem padrão-exportação segue em R$ 321/@, o “boi- China” em R$ 325/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 312/@ (todos os valores brutos, no prazo). 

Recuos no boi futuro
Nos últimos quatro dias, os contratos do boi gordo recuaram na B3, conforme informa a Agrifatto.  Na quarta-feira (17/12), o papel com vencimento em fevereiro de 2026 encerrou o pregão cotado a R$ 322,80/@ com baixa de 0,32% em relação ao dia anterior.

Por: Portal DBO