Quais são e para que servem os agrotóxicos banidos pela França

Compartilhe:

A França anunciou neste domingo (4/1) que vai suspender a importação de produtos agrícolas provenientes da América do Sul e de outras regiões que apresentem resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, defensivos agrícolas que tem seu uso vetado pelas regras sanitárias europeias.

Das quatro substâncias, uma teve o uso proibido no Brasil em 2022: o fungicida sistêmico carbedazim devido a sua mutagenicidade, carcinogenicidade e toxicidade para a fisiologia reprodutiva e toxicidade para o desenvolvimento embriofetal e neonatal apontadas durante processo de reavaliação iniciado em 2019.

A medida gerou críticas por parte do setor agropecuário. Na época, a Frente Parlamentar Agropecuária apresentou um estudo apontando que a molécula era usada em 61% da área tratada no país para o controle de 94 doenças, gerando ganhos adicionais de 1,4 a 3,4 sacas por hectare na produção de grãos.

Já o fungicida tiofanato-metílico encontra-se atualmente em processo de reavaliação, tal como o carbedazim esteve um dia, pois no seu processo de degradação após a aplicação transforma-se em carbedazim. Segundo a Anvisa, a reavaliação se deve aos riscos de mutagenicidade, carcinogenicidade, desregulação endócrina e toxicidade para o desenvolvimento humano.

As demais substâncias têm uso aprovado no Brasil. O fungicida de contato mancozebe é usado em 96 culturas diferentes, dentre elas abacaxi, manga, melão, cana-de-açúcar, soja, entre outras.

O herbicida glufosinato, por sua vez, tem uso autorizado em 86 culturas diferentes, incluindo frutas, hortaliças e pastagens. Trata-se da principal alternativa em casos de resistência ao glifosato.

Por: Globo Rural