
O mercado do boi gordo iniciou a semana com ritmo moderado de negociações em todo o país e cenário de estabilidade nas principais praças pecuárias. Em Mato Grosso do Sul, um dos principais estados produtores de carne bovina do Brasil, a arroba do boi gordo encerrou a segunda-feira (16) cotada em torno de R$ 329 à vista, mantendo os mesmos patamares registrados no fechamento da semana anterior.
Nas regiões de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, referências do mercado pecuário sul-mato-grossense, o boi gordo foi negociado em média a R$ 328,50 por arroba, enquanto a vaca gorda teve cotações próximas de R$ 307 por arroba, refletindo um ambiente de estabilidade nas escalas de abate e oferta equilibrada de animais terminados.
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o início de semana foi marcado por poucos negócios no mercado físico. Parte da indústria frigorífica ainda não havia retomado as compras, enquanto as plantas ativas trabalharam com os mesmos preços praticados na sexta-feira (13). A oferta de boiadas ocorreu de forma compassada, fator que contribuiu para a sustentação das cotações.
As escalas médias de abate no país estavam em torno de nove dias, indicando relativa tranquilidade para as indústrias no curto prazo.
Mercado da carne mostra ritmo lento
No mercado atacadista, o comportamento foi mais pressionado. A reposição de estoques pelo varejo ocorreu de forma lenta, o que manteve o ritmo de saída da carne bovina abaixo do esperado.
Com isso, houve recuo nas cotações das carcaças bovinas. A carcaça casada do boi capão caiu 1,1%, sendo negociada a R$ 23,55/kg, enquanto a do boi inteiro ficou em R$ 22,30/kg. Já a carcaça da vaca recuou 1,4%, para R$ 21,25/kg, e a da novilha registrou queda de 1,8%, cotada em R$ 21,75/kg.
Combustível pode influenciar preço da carne
Para os próximos dias, a expectativa do setor é de manutenção desse cenário de estabilidade no mercado do boi gordo, especialmente com o avanço da segunda quinzena do mês.
Um fator que permanece no radar da cadeia produtiva é o aumento no preço dos combustíveis, que impacta diretamente os custos logísticos e o valor do frete. Esse movimento pode influenciar o preço final da carne ao consumidor e limitar quedas mais expressivas no atacado.
Proteínas concorrentes
No mercado de proteínas alternativas, o comportamento foi misto. O frango médio registrou queda de 2,9%, sendo comercializado a R$ 6,00/kg, enquanto o suíno especial apresentou alta de 1%, com preço médio de R$ 10,40/kg.
Em Mato Grosso do Sul, a estabilidade da arroba reforça o equilíbrio entre oferta e demanda no início da semana, mantendo o estado entre as principais referências do mercado pecuário nacional.
Por: Amanda Coelho
