
Com a pecuária brasileira querendo firmar o pé no rumo de subida da ribanceira, mas já padecendo debaixo dos efeitos dessa trágica desumanidade que é a guerra no médio oriente, uma providência recomendada pros companheiros e companheiras boiadeiros pra confirmar se o carretão mudou mesmo de direção no eito ou não é acompanhar de perto o movimento de entrada de gado terminado nos frigoríficos das principais regiões de comercialização de animais do país. Pois então, a respeito desta questão o que tem pra ser contado é que, neste fevereiro recentemente passado, os estabelecimentos fiscalizados pelo SIF, o Serviço de Inspeção Federal, abateram um total de 2,110 milhões de cabeças, o que representou uma substanciosa redução de 9,1% em relação ao período correspondente do 2025.
Fazendo a recordação de que no ano passado o Brasil registrou o maior abate da nossa história, assim mesmo este resultado de agora já é a confirmação da previsão de queda na produção nacional pra este ano presente, né. Seguindo em frente com o destrichamento dos números de fevereiro, repare o companheiro fazendeiro que, no caso das fêmeas, foram pro gancho no mês passado 943.990 três mil animais, com uma diminuição de 8,1% sempre na mesma comparação. Como não é novidade pra ninguém que ganha a vida na atividade de criar, engordar e vender boiada, esta informação é grande relevância pra saber o lado que o vento tá batendo no mercado, porque ela é a primeira indicação de que o setor de criação tá mesmo em recuperação, com a valorização do bezerro e com a necessidade de recomposição do plantel de vacas parideiras.
Já em relação aos machos, o volume abatido no mês passado debaixo dos olhos do SIF foi de 1.170 milhão de cabeças, com um forte esmagrecimento de 16,3% na comparação anual. Aqui neste ponto da prosa carece de deixar esclarecido primeiramente que, falando dos abates em geral, numa condição normal o fevereiro é mesmo de oferta apertada, porque ele fica depois do fim do confinamento e o antes do começo da safra do capim, né. E segundamente, agora em março devem chegar na praça em maior quantidade as fêmeas que não emprenharam na estação de monta e foram engordadas e mandadas pro corte. Ainda assim, a previsão dos especialistas é de continuação da redução no abate tanto de vacas e novilhas quanto de machos, confirmando que, até que enfim, pro pecuarista brasileiro o tempo do preço ruim chegou ao fim.
Por: Canal Terra Viva
