
Antes mesmo dos portões se abrirem e do público tomar conta do Parque de Exposições Laucídio Coelho, a Expogrande já pulsa. É no som dos martelos, no vai e vem de caminhões, nas estruturas que se erguem quase como uma pequena cidade dentro da capital, que começa uma das maiores engrenagens econômicas de Mato Grosso do Sul. Muito além dos negócios e dos grandes leilões, a feira carrega histórias de trabalho, renda e oportunidade para milhares de pessoas.
A cada edição, a Expogrande se consolida não apenas como um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, mas também como uma importante geradora de empregos. São cerca de 5,3 mil postos de trabalho diretos e indiretos criados já na fase de montagem, envolvendo equipes de construção, manutenção, eletricistas, seguranças, montadores de estandes e profissionais de diversas áreas.
Com o início oficial da feira, esse número cresce ainda mais. Novas vagas surgem com a demanda por atendentes de bilheteria, promotores, equipes de leilões, trabalhadores da limpeza, recicladores, além de profissionais que atuam diretamente nos estandes, na alimentação e nos serviços internos do parque.


Mas o impacto da Expogrande ultrapassa os limites físicos do evento. Fora do parque, a movimentação econômica se espalha por toda Campo Grande. Setores como hotelaria, bares e restaurantes, comércio de roupas e calçados, salões de beleza, transporte e até vendedores ambulantes sentem o reflexo direto do aumento no fluxo de pessoas durante os dias de feira.
Realizada pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), a Expogrande chega à sua edição consolidada como um dos maiores encontros do agronegócio nacional, reunindo produtores, investidores, tecnologia, genética de ponta e grandes negócios. Ao longo de mais de uma semana, o evento mistura tradição, inovação, cultura e entretenimento, atraindo milhares de visitantes e movimentando cifras expressivas para a economia regional.
Para o presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, o impacto da feira vai muito além dos números.
“A Expogrande é uma vitrine do agro, mas, acima de tudo, é uma ferramenta de transformação social e econômica. Estamos falando de milhares de pessoas que encontram aqui uma oportunidade de trabalho e renda. É uma cadeia que beneficia desde a rede hoteleira até o vendedor ambulante, que muitas vezes consegue, em poucos dias de evento, um ganho que seria difícil em períodos comuns”, destaca.
Esse efeito multiplicador reforça o papel da feira como um dos motores econômicos da capital sul-mato-grossense. Para muitos trabalhadores, a Expogrande representa mais do que um emprego temporário: é uma chance de reforçar a renda, criar novas oportunidades e, em alguns casos, abrir portas para trabalhos permanentes.
Entre negócios e tradições do campo, a Expogrande também se firma como um evento que conecta pessoas. E, no meio de tudo isso, são justamente elas — as pessoas — que fazem da feira um verdadeiro símbolo de desenvolvimento, geração de renda e orgulho para Mato Grosso do Sul.
Por: Henrique Theotônio e Amanda Coelho
