Cenário é de incerteza para o Plano Safra 2026/ 2027

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Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O secretário de Políticas Agrícolas do Mapa (Ministério de Agricultura e Pecuária), Guilherme Campos, afirmou  que “está cedo” para falar sobre o volume de recursos e as  taxas juros para o Plano Safra 2026/2027, mas que o momento para o setor “não é bom”. 

A menos de três meses do lançamento do próximo pacote de financiamento para o setor, incertezas no cenário internacional, impulsionadas pelo conflito no Oriente Médio, e questões internas, como os juros altos e a inadimplência no agro, preocupam o governo.

Baixa procura pelos recursos 
Apesar do valor recorde destinado ao Plano Safra 2025/26, com R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, a procura por esses recursos foi baixa.

Segundo o Relatório de Acompanhamento do Crédito Rural realizado pelo Departamento Técnico e Econômico da Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), apenas 55,3% desse valor, cerca de R$ 224,6 bilhões, foi desembolsado entre julho de 2025 e fevereiro de 2026. Na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior, houve queda de 13,7%.

Um dos principais fatores para a baixa procura pelo financiamento são as altas taxas de juros. Mesmo com a redução de 0,25% na Taxa Selic, o cenário no campo segue desafiador. 

Ao CNN Agro, Guilherme Campos destacou também que os recentes números de inadimplência no campo, que chegaram a 8,3% da população rural em março, preocupam o ministério e podem interferir no volume de recursos do Plano Safra 2026/2027. 

Na visão do secretário, caso o cenário se mantenha, a baixa taxa de desembolso dos recursos destinados ao pacote empresarial, ao Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) pode se repetir.

Cenário Internacional 
Para Campos, o conflito no Oriente Médio é outra fonte de preocupação para o Mapa às vésperas do início da formulação do Plano Safra 2026/27. Com o prolongamento da tensão na região, aumentam também as incertezas para a disponibilidade de fertilizantes no Brasil. 

Por: CNN Agro