
A indústria brasileira de alimentação animal mantém trajetória de crescimento e deve alcançar 97 milhões de toneladas em 2026, segundo projeções do Sindirações, os dados foram divulgados nesta terça-feira (30).
Em 2025, a produção já somou cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação ao ano anterior, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nos custos de insumos.
De acordo com o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, o setor voltou a ganhar consistência após um período de instabilidade. “Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma.
Entre os segmentos, a avicultura de corte segue como principal consumidora de ração, com crescimento contínuo puxado pelo aumento dos abates e pelas exportações. A produção para o setor passou de 36,9 milhões para 37,85 milhões de toneladas em 2025 e pode chegar a 39,1 milhões em 2026.
A produção de ovos também impulsiona a demanda. O volume de ração para poedeiras cresceu 3,5% em 2025, acompanhando a alta de 5,6% na produção nacional de ovos.
Na suinocultura, o consumo de ração avançou 4,2%, refletindo a retomada do setor, enquanto a bovinocultura de corte foi destaque, com crescimento de 7,5%, impulsionado pela expansão do confinamento.
Dados do Cepea indicam que o número de animais confinados cresceu 16% em 2025, reforçando a demanda por nutrição animal. “O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.
A pecuária leiteira também apresentou recuperação, com aumento de 7,9% no consumo de ração, enquanto o mercado de alimentos para pets manteve expansão moderada, sustentado pela maior preocupação com saúde e bem-estar dos animais.
Já a aquicultura segue como um dos segmentos mais dinâmicos, com crescimento de 5,3% em 2025 e perspectiva de se aproximar de 2 milhões de toneladas em 2026.
Apesar do cenário positivo, o setor monitora com cautela o ambiente internacional. “O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.
Por: Canal Terra Viva
