
Mato Grosso do Sul registrou aumento de 2,02% no volume de abates bovinos em abril de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e foram divulgados inicialmente pelo portal Made in MS.
Conforme o levantamento, o Estado saiu de 330.040 cabeças abatidas em abril de 2025 para 336.721 animais no mesmo período deste ano.
Apesar da recuperação pontual no comparativo mensal, o desempenho acumulado de 2026 ainda apresenta retração. Entre janeiro e abril, Mato Grosso do Sul contabilizou 1.373.238 bovinos abatidos, contra 1.413.628 cabeças registradas no primeiro quadrimestre de 2025, uma queda de 2,86%.
Os números também mostram que o abate de fêmeas segue predominando no Estado. Em abril, foram abatidas 170.663 fêmeas, representando 50,69% do total, enquanto os machos somaram 166.058 cabeças, equivalente a 49,31%.
No acumulado do ano, a participação das fêmeas continua maior. Segundo os dados da Iagro, foram abatidas 711.218 matrizes e novilhas nos quatro primeiros meses de 2026, o que corresponde a 51,79% do total. Já os machos somaram 662.020 animais, ou 48,21%.
Mercado acompanha movimento sazonal
De acordo com análise divulgada pela Agrifatto Consultoria em relatório de maio, o mercado pecuário costuma registrar aumento sazonal no volume de abates neste período do ano, especialmente de fêmeas. Segundo a consultoria, o avanço da seca e a necessidade de ajuste das pastagens normalmente levam produtores ao descarte de matrizes.
A Agrifatto pondera, no entanto, que o movimento atual não necessariamente contraria a tendência estrutural do ciclo pecuário brasileiro. Após dois anos de forte descarte de fêmeas e recordes de abate, o setor começa a demonstrar sinais graduais de retenção e reconstrução do rebanho.
Na avaliação da consultoria, muitos pecuaristas já começam a reduzir o envio de matrizes aos frigoríficos, apostando em uma possível valorização do bezerro e em melhora nos preços da arroba nos próximos ciclos.
Por: Adriana Candido de Castro
Com informações do Made in MS, Iagro e análise Agrifatto Consultoria.
