
A recuperação dos preços do boi gordo no mercado físico reacendeu o interesse dos investidores na Bolsa Brasileira (B3). Levantamento divulgado pelo Farmnews, com base em dados da B3, mostra que o número de contratos futuros em aberto voltou a ultrapassar a marca de 60 mil posições no fim de maio, superando o volume registrado no mês anterior.
Segundo análise da Scot Consultoria, o movimento ocorreu mesmo com a redução natural das posições ligadas ao contrato com vencimento em maio, que se aproximava do encerramento. Em contrapartida, houve aumento da procura pelos contratos dos meses seguintes, principalmente para os vencimentos de junho e julho de 2026.
O avanço das negociações acompanha a recuperação da arroba do boi gordo no mercado físico. Após semanas de pressão, os preços voltaram a se aproximar de R$ 350 por arroba, fortalecendo as expectativas de valorização no curto prazo.

Os dados mostram que o contrato com vencimento em junho registrou acréscimo de 3.574 posições em aberto, enquanto o contrato de julho avançou em 1.918 posições. Também foi observado crescimento no interesse pelos contratos de vencimento mais longo, como outubro de 2026.
Apesar da maior movimentação dos investidores, os preços futuros para o segundo semestre permanecem relativamente estáveis. Os contratos para os últimos meses do ano seguem negociados em torno de R$ 355 por arroba, indicando expectativa de mercado firme, mas sem projeções de grandes disparadas nos preços.

Para analistas do setor, o aumento das posições em aberto demonstra maior confiança dos agentes na sustentação das cotações, refletindo um cenário mais otimista para a pecuária de corte. O movimento também sugere que frigoríficos, pecuaristas e investidores estão ampliando suas estratégias de proteção e posicionamento diante da recuperação recente do mercado.

O comportamento da B3 reforça a percepção de que a arroba pode continuar encontrando suporte nos próximos meses, especialmente se a demanda interna permanecer aquecida e as exportações brasileiras seguirem em ritmo elevado.
Por: Amanda Coelho
Com informações: Scot Consultoria
