
O mercado do boi gordo segue em compasso mais lento em Mato Grosso do Sul. Na região de Campo Grande, o aumento da oferta de animais terminados, aliado à postura mais cautelosa dos frigoríficos, pressionou as cotações nos últimos dias.
Com escalas de abate mais confortáveis e um consumo interno ainda sem força suficiente para impulsionar novos negócios, as indústrias reduziram o ritmo das compras. O resultado foi uma desvalorização da arroba, movimento que também acompanha um cenário nacional de maior disponibilidade de bovinos para abate.
Na comparação com a semana anterior, o boi gordo registrou queda de 3,3%, ou R$ 11,00 por arroba, sendo negociado a R$ 323,50/@. A vaca gorda recuou 1,6% (R$ 5,00/@), fechando em R$ 305,00/@, enquanto a novilha gorda apresentou baixa de 1,4% (R$ 4,50/@), cotada a R$ 315,00/@.
Mesmo com o recuo, Mato Grosso do Sul mantém preços próximos aos praticados na principal praça pecuária do país. O diferencial em relação a São Paulo é de R$ 4,00 por arroba, o equivalente a 1,2%, considerando a arroba paulista cotada em R$ 327,50.
O mercado acompanha atentamente o comportamento das exportações e da demanda doméstica nas próximas semanas. Caso as escalas dos frigoríficos permaneçam alongadas e a oferta continue elevada, a pressão sobre os preços pode persistir. Por outro lado, uma retomada das compras externas e do consumo interno tende a devolver maior sustentação às cotações.

Por: Redação Caderno Agro
Com informações Scot Consultoria
