
O Ministério da Fazenda revisou para cima a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2026. Segundo o Boletim MacroFiscal, divulgado nesta quarta-feira (15), a projeção passou de 1,2% para 1,8%.
Apesar da revisão positiva, o resultado representa uma desaceleração em relação ao desempenho registrado em 2025, quando o setor avançou 11,7%.
A estimativa aponta crescimento de 0,6% no segundo trimestre de 2026, após alta de 2% nos primeiros três meses do ano. De acordo com o Ministério da Fazenda, o desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas cadeias de café, soja, cacau, cana-de-açúcar e pelo abate de bovinos.
Por outro lado, culturas como algodão, arroz, feijão e milho tiveram impacto negativo sobre as projeções.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a expectativa é de avanço de 2,5% no PIB do agro no segundo trimestre. Considerando os últimos 12 meses, o crescimento projetado chega a 4,9%.
Inflação de alimentos segue como ponto de atenção
O relatório também destacou a pressão dos alimentos sobre a inflação. O governo revisou a previsão do IPCA de 2026 de 4,9% para 5,3%, enquanto para 2027 a estimativa passou de 4% para 4,2%.
Entre os fatores de risco estão os impactos climáticos do El Niño, que podem afetar a oferta de alimentos, e a alta nos custos de fertilizantes, influenciada pelo cenário internacional e pelos conflitos no Oriente Médio.
Por: Redação Caderno Agro
