Mercado do boi gordo segue pressionado, mas oferta mais ajustada sustenta negócios em algumas regiões

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

O mercado do boi gordo continua marcado pela cautela, com baixa liquidez e preços praticamente estáveis na maior parte das praças acompanhadas. Apesar da pressão dos frigoríficos, a oferta mais controlada de animais tem evitado movimentos mais intensos de queda nas cotações.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário acompanha essa tendência de equilíbrio entre uma demanda mais enfraquecida e produtores atentos ao comportamento do mercado. Em Cassilândia, houve valorização pontual de R$ 5 por arroba, com negócios registrados entre R$ 325 e R$ 335/@, indicando maior firmeza em algumas negociações.

A situação reflete um momento de ajuste na pecuária, em que a disponibilidade de animais prontos para abate não apresenta excesso, enquanto as indústrias seguem avaliando o ritmo das vendas de carne no mercado interno e externo.

Em Sorriso (MT), a oferta controlada e a expectativa de valorização limitaram o avanço das negociações, com negócios entre R$ 310 e R$ 315/@. Já em Goiânia (GO), mesmo com menor disponibilidade de gado, os preços tiveram recuo de R$ 5 em relação à semana anterior.

No mercado atacadista, a demanda doméstica segue como principal ponto de atenção. Na Grande São Paulo, a carcaça casada bovina recuou para R$ 23,55/kg à vista, com queda diária de 0,47%, refletindo o consumo interno mais lento.

Para a pecuária sul-mato-grossense, o momento exige acompanhamento próximo. A oferta mais ajustada ajuda a limitar novas quedas, mas o comportamento dos frigoríficos, o consumo interno e o desempenho das exportações continuam sendo fatores decisivos para a formação dos preços ao produtor.

Com o mercado trabalhando em ritmo mais lento, pecuaristas e indústrias seguem monitorando os próximos movimentos, especialmente a evolução da demanda por carne bovina e a disponibilidade de animais nas principais regiões produtoras.

Por: Amanda Coelho