
A mecanização iniciada a partir das décadas de 1960 e 1970, durante a chamada Revolução Verde, transformou definitivamente a agricultura. Tratores mais potentes, colheitadeiras de alta capacidade, agricultura de precisão guiada por GPS e máquinas cada vez mais inteligentes mudaram a forma de produzir alimentos. Agora, uma nova tecnologia consolida seu espaço nas lavouras: os drones agrícolas, que deixaram de ser novidade para se tornar uma ferramenta estratégica no manejo das propriedades rurais.
O avanço é expressivo. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Brasil já ultrapassou a marca de 35 mil drones cadastrados para atividades agrícolas, número que cresce ano após ano, impulsionado pela busca por maior eficiência, redução de custos e aplicações mais precisas de defensivos agrícolas. Estimativas do setor apontam que o mercado brasileiro de drones agrícolas está entre os que mais crescem no mundo, especialmente nas operações de pulverização localizada e monitoramento de lavouras.
Diante dessa rápida expansão, a Aprosoja Brasil, em parceria com entidades do agronegócio, lançou uma cartilha voltada à segurança e ao uso correto dos drones de pulverização. O material reúne orientações sobre a legislação vigente, normas operacionais e boas práticas, além de esclarecer dúvidas e combater informações equivocadas sobre a tecnologia.
Segundo o diretor da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, a ampla adoção dos drones demonstra a capacidade do produtor brasileiro de incorporar inovações que aumentam a produtividade sem abrir mão da sustentabilidade.
“A agricultura brasileira é altamente sustentável, preserva o meio ambiente nas propriedades, utiliza práticas regenerativas e produz alimentos, fibras e bioenergia com elevada produtividade. A adoção dos drones comprova a capacidade do produtor de utilizar as melhores tecnologias disponíveis.”
A publicação foi desenvolvida em conjunto com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), a CropLife Brasil e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
Tecnologia acessível e eficiente
Os drones de pulverização vêm ganhando espaço principalmente entre pequenos e médios produtores por oferecerem aplicações mais precisas, redução do desperdício de insumos e maior facilidade de operação em áreas onde máquinas convencionais enfrentam limitações.
Além da pulverização, os equipamentos também são utilizados para o monitoramento das lavouras, identificação de falhas no plantio, mapeamento de pragas e doenças e acompanhamento do desenvolvimento das culturas.
Durante o lançamento da cartilha, representantes do Ministério da Agricultura reforçaram a necessidade de que o crescimento dessa tecnologia seja acompanhado pelo cumprimento das normas de operação.
O consultor técnico da Aprosoja Brasil, Leonardo Minaré, um dos autores do material, explica que a iniciativa surgiu após uma demanda dos próprios produtores.
“A ideia é orientar o agricultor para que utilize essa tecnologia de forma regular e segura. A cartilha apresenta as regras, mostra as responsabilidades do operador e alerta para as penalidades em caso de descumprimento da legislação. Queremos que os drones continuem avançando no campo, mas sempre dentro das normas.”
Cartilha reúne orientações práticas
O material apresenta informações sobre o cadastro dos equipamentos, a habilitação dos operadores, as exigências dos órgãos reguladores, os procedimentos de segurança durante as aplicações e as responsabilidades legais dos usuários.
Com a popularização dos drones e o crescimento acelerado da agricultura de precisão no Brasil, a expectativa do setor é que esses equipamentos se tornem cada vez mais presentes nas propriedades rurais, tornando a produção mais eficiente, econômica e sustentável. A cartilha da Aprosoja Brasil busca justamente garantir que essa evolução tecnológica aconteça de forma responsável e em conformidade com a legislação vigente.
Observação importante
Há um dado que merece correção: a Anac não possui uma categoria específica de “drones agrícolas”. Ela divulga o número total de drones cadastrados no Brasil, e outras entidades, como o Sindag, estimam a frota voltada ao agro. Para manter a precisão jornalística, recomendo substituir a informação por:
“Segundo estimativas do setor, o Brasil já conta com mais de 35 mil drones utilizados em atividades agrícolas, consolidando uma das maiores frotas do mundo para pulverização e agricultura de precisão.”
Baixe a cartilha clicando aqui.
Por: Amanda Coelho
