
A corrida pelo Palácio do Planalto ganhou novos capítulos neste fim de semana. As convenções partidárias realizadas em São Paulo oficializaram as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República nas eleições de 2026.
Para o agronegócio, a definição dos candidatos marca o início de uma disputa que será acompanhada de perto pelo setor. O próximo presidente terá pela frente decisões que impactam diretamente produtores rurais, cooperativas e empresas do agro, especialmente em áreas como crédito rural, seguro agrícola, infraestrutura, logística, tributação e abertura de mercados internacionais.
No sábado (25), o Partido Liberal confirmou o nome do senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. O partido ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na chapa.
A convenção reuniu lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, além da participação do presidente da Argentina, Javier Milei, que manifestou apoio à candidatura e fez críticas ao atual governo federal.
Já no domingo (26), o PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado durante convenção na sede nacional do partido, também em São Paulo. O ex-governador de Goiás terá Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente.
Esta será a segunda tentativa de Caiado de chegar à Presidência da República. A primeira ocorreu em 1989, quando terminou o primeiro turno na décima colocação, com 0,72% dos votos.
Antes deles, o partido Missão já havia aberto a temporada de convenções ao oficializar a candidatura de Renan Santos, cofundador do MBL. A chapa terá como vice o coronel da reserva Aroldo Medina.
As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. Depois dessa etapa, os partidos deverão registrar oficialmente suas candidaturas na Justiça Eleitoral, cujo prazo termina em 15 de agosto.


Olhar do Caderno Agro
Mais do que definir quem ocupará o Palácio do Planalto, a eleição de 2026 será decisiva para o futuro do agronegócio brasileiro. O setor espera que temas considerados estratégicos, como acesso ao crédito, políticas de incentivo à produção, infraestrutura, segurança jurídica e competitividade internacional, ganhem espaço no debate eleitoral. As propostas apresentadas pelos candidatos deverão ser acompanhadas de perto por produtores e lideranças do campo, já que as decisões do próximo governo terão reflexos diretos sobre a atividade rural em todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul.
Por: Adriana Candido de Castro
