
A agroenergia voltou ao centro das discussões em Brasília com a defesa da ampliação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reforçou a agenda para fortalecer o uso de biodiesel, etanol e biometano, além de garantir segurança jurídica para novos investimentos no setor.
Entre as medidas defendidas estão o fortalecimento do RenovaBio, a ampliação das metas de uso do biometano e a continuidade do aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. Para a bancada, a produção de energia renovável a partir do campo representa uma oportunidade de unir sustentabilidade, desenvolvimento econômico e segurança energética.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), destacou que o avanço dos biocombustíveis amplia a competitividade brasileira, gera empregos e contribui para a redução das emissões.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA no Senado, ressaltou que o Brasil possui vantagens estratégicas para liderar a transição energética, com disponibilidade de biomassa, tecnologia e uma das matrizes mais renováveis do mundo.
O movimento também reforça o papel do produtor rural na nova economia de baixo carbono. Além da produção de alimentos, o campo passa a ocupar espaço cada vez maior na geração de energia limpa, com destaque para cadeias como etanol, biodiesel e biometano.
Para estados produtores como Mato Grosso do Sul, a expansão da bioenergia representa uma oportunidade estratégica. O Estado já é referência nacional na produção de biometano a partir de resíduos agroindustriais e tem ampliado investimentos em soluções que unem produção agropecuária, sustentabilidade e geração de novas fontes de renda no meio rural.
Por: Redação Caderno Agro
