
A soja segue como protagonista do comércio exterior de Mato Grosso do Sul. Em julho de 2026, soja e resíduos responderam por 35,6% das exportações do Estado, mantendo o complexo entre os principais motores da geração de divisas.
Os dados são da Aprosoja/MS, com base nas informações do ComexStat. Na sequência do ranking aparecem a celulose, com 30,6% da pauta exportadora, e a carne bovina, responsável por 15,5%.
O desempenho das exportações ajudou Mato Grosso do Sul a fechar julho com saldo positivo de US$ 1,084 bilhão na balança comercial. No mês, o Estado exportou US$ 1,264 bilhão e importou US$ 180 milhões.
Outro destaque foi o óleo de soja, que também aparece entre os principais produtos comercializados por Mato Grosso do Sul, mostrando a participação crescente de itens processados no comércio exterior.
“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.
Gás natural lidera importações
Do lado das importações, o gás natural manteve a liderança, representando 39,3% do total adquirido pelo Estado em julho.
O cobre apareceu na segunda posição, seguido por equipamentos elétricos. Já a via férrea respondeu por 3,6% das importações e ficou na quinta colocação.
Segundo a análise da Aprosoja/MS, a presença da via férrea entre os principais produtos importados está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.
O resultado também evidencia a força das exportações na balança comercial estadual. Em julho, Mato Grosso do Sul exportou aproximadamente sete vezes mais do que importou.
Para Linneu Borges, a análise da composição desses fluxos ajuda a entender não apenas o resultado de cada mês, mas também as transformações estruturais da economia sul-mato-grossense.
“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.
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Por: Redação Caderno Agro
