Com R$ 107 milhões liberados para Mato Grosso do Sul, FCO tem foco em investimentos no agro

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O produtor rural de Mato Grosso do Sul terá acesso a R$ 107 milhões em novos financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Os recursos chegam em um momento de forte demanda por crédito para modernização, aumento de produtividade e expansão das atividades no campo.

Em entrevista ao Canal do Boi, o gerente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), José Pádua, destacou a importância do fundo para sustentar os investimentos do setor produtivo.

Segundo ele, nos últimos anos, o FCO tem disponibilizado cerca de R$ 3 bilhões anuais para Mato Grosso do Sul, somando as modalidades Rural e Empresarial. Desse total, aproximadamente R$ 1,5 bilhão a R$ 1,6 bilhão é destinado ao setor rural.

“O FCO tem sido fundamental tanto para o empresarial como para o rural em termos de investimento”, afirmou Pádua.

Crédito para modernizar o campo

Entre os principais destinos dos recursos estão a compra de máquinas e equipamentos, recuperação e reforma de pastagens, modernização das propriedades e investimentos em diferentes cadeias produtivas.

Na avaliação da Famasul, o crédito também movimenta outros setores da economia. Quando o produtor investe na propriedade, há impacto sobre serviços, construção civil, geração de empregos e renda.

Algumas cadeias vêm se destacando na demanda por financiamento. A suinocultura passou por forte expansão nos últimos anos, enquanto a citricultura, que avança em Mato Grosso do Sul, exige investimentos elevados por hectare. A pecuária de corte também aparece entre os segmentos que buscam recursos para elevar a produtividade.

Pecuária busca mais eficiência

Na pecuária, Pádua aponta uma mudança no perfil dos investimentos, com maior procura por recursos destinados à recuperação de pastagens, intensificação da produção e sistemas de integração lavoura-pecuária.

O FCO também possui linhas específicas para o Pantanal, incluindo financiamento para retenção e aquisição de matrizes. A modalidade busca dar suporte ao pecuarista pantaneiro em um cenário de maior pressão sobre as margens da atividade.

Outra possibilidade é o financiamento para aquisição de touros melhoradores, recurso que pode ser utilizado em compras realizadas diretamente, em leilões e eventos, desde que atendidas as exigências de comprovação.

FCO está entre as principais opções de crédito

De acordo com a Famasul, o fundo permanece competitivo diante de outras linhas disponíveis no mercado, especialmente pelas condições de prazo, carência e taxas de juros.

O acesso pode ser feito por diferentes instituições financeiras que operam o FCO no estado, incluindo Banco do Brasil, cooperativas de crédito e BRDE.

Para o produtor interessado, porém, a recomendação é avaliar primeiro a capacidade financeira da propriedade antes de contratar o crédito.

Pádua destaca que o produtor deve conhecer o próprio fluxo de caixa, os resultados da atividade e a capacidade de pagamento antes de assumir um financiamento.

“É o produtor entender o seu momento, entender se de fato aquele investimento, aquele recurso vai fazer realmente diferença e se ele vai poder honrar isso no médio e longo prazo”, explicou.

Em um cenário de juros elevados, endividamento e pressão sobre os custos de produção, o crédito do FCO surge como uma ferramenta importante para viabilizar investimentos e manter o avanço da produtividade do agronegócio sul-mato-grossense.

Por: Redação Caderno Agro