Abate de bovinos e suínos avança no 2º trimestre, enquanto frango perde ritmo

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Dados preliminares mostram aumentos expressivos na produção animal em comparação ao mesmo período de 2023, com destaque para o abate de bovinos

O abate de bovinos e suínos ganhou força no segundo trimestre de 2026, enquanto o setor de aves apresentou recuo na comparação com os três primeiros meses do ano. Os dados são do IBGE.

Entre abril e junho, foram abatidos 10,72 milhões de bovinos, alta de 1,3% frente ao mesmo período de 2025 e de 4,2% sobre o primeiro trimestre. A produção de carne também avançou: foram 2,76 milhões de toneladas de carcaças, crescimento de 3% no ano e 4,7% no trimestre.

Nos suínos, o movimento foi ainda mais consistente. O abate chegou a 15,58 milhões de cabeças, alta de 3,2% em um ano e 2% no trimestre. O peso das carcaças somou 1,49 milhão de toneladas, crescimento de 4,8% na comparação anual e de 4,5% frente ao primeiro trimestre.

Já o frango mostrou comportamento diferente. Foram abatidas 1,69 bilhão de aves, volume 2,8% superior ao do segundo trimestre de 2025, mas 1,2% menor que o registrado no primeiro trimestre. Apesar da queda no número de aves, a produção de carne cresceu 5,1% no ano, chegando a 3,74 milhões de toneladas.

O cenário mostra uma pecuária de corte com maior oferta de animais para abate e uma suinocultura em expansão, enquanto o setor de frango enfrenta uma acomodação no volume de aves abatidas. No leite, a aquisição chegou a 6,61 bilhões de litros, alta de 1% no ano, mas queda de 2,5% no trimestre.

Também houve crescimento na aquisição de couro bovino, que alcançou 10,96 milhões de peças, avanço de 1,9% tanto na comparação anual quanto trimestral. A produção de ovos somou 1,25 bilhão de dúzias, alta de 0,3% no ano e de 2,6% no trimestre.

Os números revelam um mercado de proteínas com movimentos distintos: bovinos e suínos ampliam o ritmo de abates, enquanto o frango reduz o volume trimestral, mesmo mantendo crescimento na produção de carne.

Por: Amanda Coelho