
Os contratos futuros de soja, milho e trigo devem iniciar o pregão desta sexta-feira (28) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), retomando os ganhos após a pausa da sessão anterior. O movimento é sustentado pela valorização do óleo de soja, novas vendas externas dos Estados Unidos e preocupações com a oferta global.
Na soja, o mercado recebe suporte principalmente do óleo e do farelo. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas de 408 mil toneladas da safra 2026/27, sendo 182 mil toneladas destinadas à China e outras 226 mil toneladas para compradores não identificados. Também foram anunciadas 200 mil toneladas de farelo para Alemanha e Holanda.
A expectativa de aumento das cotas de mandatos de biocombustíveis nos Estados Unidos para 2027 também favorece o óleo de soja. Mesmo com os contratos em níveis considerados de sobrecompra, perdas de produtividade nos EUA, tensões geopolíticas e demanda firme continuam atraindo compradores.
No milho, a atenção está voltada para a Europa. A Comissão Europeia reduziu a estimativa da safra 2026/27 para 50,1 milhões de toneladas, o menor volume em 19 anos, enquanto a previsão de importações do bloco subiu para 25 milhões de toneladas.
Nos Estados Unidos, o USDA registrou vendas semanais de 1,07 milhão de toneladas de milho da nova safra, maior volume do ciclo até agora.
Já no trigo, as preocupações com o conflito no Leste Europeu e os riscos para os embarques pelo Mar Negro mantêm o mercado sustentado. A Ucrânia exportou 1,42 milhão de toneladas em agosto e também prevê redução da área destinada ao trigo de inverno da safra 2027.
Cotações em Chicago
No mercado overnight, a soja para novembro avançava 11,50 centavos, a US$ 12,7950 por bushel. O óleo de soja para dezembro subia 2,26%, a 70,06 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o farelo ganhava US$ 4,00, para US$ 344,90 por tonelada curta.
O milho para dezembro avançava 5,75 centavos, a US$ 5,3925 por bushel. No trigo, o contrato dezembro na CBOT subia 10,75 centavos, para US$ 7,7150 por bushel.
No cenário externo, o petróleo WTI recuava 1,28%, a US$ 82,42 por barril, enquanto o índice dólar (DXY) avançava 0,02%. No Brasil, o dólar comercial subia 0,33%, cotado a R$ 5,1788.
Por: redação Caderno Agro
