Boi gordo futuro ganha força na B3 e contratos mais longos ampliam prêmio

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O mercado futuro do boi gordo ganhou força na última semana na B3, com as maiores valorizações concentradas nos contratos de vencimento mais distante. O movimento indica uma melhora das expectativas dos agentes para os preços da arroba nos próximos meses, segundo análise da Agrifatto.

Entre os contratos negociados, agosto/26 foi a exceção, com recuo mais acentuado em meio ao processo de liquidação do vencimento.

Na ponta positiva, setembro/26 avançou 0,22% na semana e terminou o pregão de sexta-feira (28/8) negociado a R$ 357,50/@.

Para outubro/26, a valorização foi de 0,74%, levando o contrato a R$ 367,70/@. Já novembro/26 teve alta de 0,88% e encerrou o período em R$ 371,15/@.

A diferença entre os preços projetados na B3 e as cotações do mercado físico também aumentou. De acordo com a Agrifatto, os contratos de final de ano são os que apresentam os maiores prêmios.

No fechamento da semana, novembro/26 registrava ágio de R$ 25,80/@ sobre o indicador Datagro. Em dezembro/26, o prêmio chegava a R$ 26,15/@.

Para a consultoria, a combinação entre a valorização dos contratos e o aumento dos ágios aponta para uma perspectiva mais positiva para o mercado do boi gordo durante o último trimestre de 2026.

Outro indicador que reforça esse cenário foi o crescimento do número de contratos em aberto na B3. O volume aumentou 3,24% na comparação semanal e chegou a 69.800 contratos.

Considerando os contratos futuros, o preço médio do boi gordo avançou 0,35% em relação à semana anterior, encerrando o período em R$ 366,57/@.

Oferta restrita sustenta expectativas

A menor disponibilidade de animais terminados para abate aparece entre os principais fatores que ajudam a explicar a valorização observada no mercado futuro, conforme avaliação da Agrifatto.

O cenário ganhou ainda um novo componente de sustentação após o governo dos Estados Unidos anunciar, na quinta-feira (27/8), a autorização para a importação de 300 mil toneladas de carne bovina sem a cobrança da tarifa extra aplicada fora da cota.

A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, começa a valer em setembro de 2026. Conforme informações divulgadas pela Casa Branca, o volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, distribuídas ao longo de três meses.

A abertura desse espaço adicional para a carne bovina no mercado norte-americano acrescenta um fator de suporte às expectativas para a pecuária brasileira e ajuda a explicar o comportamento mais firme dos contratos de vencimento mais longo na B3.