PLOA 2027 prevê aumento de 21% para equalização de juros do crédito rural

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O governo federal prevê ampliar em 21% os recursos destinados à equalização de juros do crédito rural em 2027. A previsão consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), encaminhado nesta semana ao Congresso Nacional.

As quatro principais linhas de financiamento apoiadas pela União devem passar de R$ 18,9 bilhões, valor estimado para 2026 após remanejamentos e suplementações, para R$ 22,9 bilhões no orçamento inicial proposto para o próximo ano. Em relação ao orçamento original de 2026, de R$ 18,3 bilhões, o crescimento chega a 24,8%, ou R$ 4,5 bilhões.

O aumento contempla recursos para o Pronaf, custeio agropecuário, investimentos rurais e agroindustriais e comercialização. A maior parcela da expansão está concentrada na agricultura familiar: o Pronaf terá acréscimo de R$ 2 bilhões, enquanto o custeio contará com mais R$ 1,5 bilhão. Os investimentos rural e agroindustrial terão aumento de R$ 922 milhões.

Segundo o Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV-Agro, porém, mais de R$ 11,5 bilhões previstos dependem da aprovação de crédito adicional pelo Congresso, em razão da chamada regra de ouro.

A maior necessidade de recursos para equalização está relacionada às taxas mais baixas do Plano Safra 2026/27 e à permanência da Selic em patamar elevado, fatores que ampliam a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e os juros pagos pelos produtores.

Seguro rural terá alta, enquanto Proagro recua

O orçamento também prevê mudanças nos programas de proteção ao produtor. Os recursos para o Proagro devem cair de R$ 6,6 bilhões para R$ 5,6 bilhões em 2027.

Já o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) terá aumento de R$ 1,01 bilhão para R$ 1,2 bilhão. O orçamento destinado ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), utilizado como referência para crédito, seguro e Proagro, recua de R$ 750 mil para R$ 500 mil.

Para o FGV-Agro, o aumento do crédito representa reforço importante ao financiamento rural, mas a efetividade da medida dependerá da aprovação dos recursos e da liberação do dinheiro ao longo do próximo ano.

Por: Amanda Coelho