
Campo Grande está vendendo mais para o mundo — e o resultado já aparece na economia da Capital. Nos primeiros sete meses de 2026, o município exportou US$ 560,275 milhões, alta de 41,49% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho representa o maior valor da série histórica para o período, acompanhada pelo Governo Federal desde 1997.
Além de ampliar a presença de empresas e produtos de Campo Grande no mercado internacional, o avanço contribuiu para um superávit comercial de US$ 311,472 milhões, também recorde para o acumulado até julho. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, chegou a US$ 809,079 milhões.
Para o município, o resultado positivo representa mais do que a expansão das vendas externas. O fortalecimento do comércio internacional amplia oportunidades para empresas, trabalhadores e investidores e reforça o papel de Campo Grande como um importante polo de produção, serviços e logística em Mato Grosso do Sul.
“Campo Grande está cada vez mais conectada ao Brasil e ao mundo. O crescimento das exportações demonstra a força da nossa economia e abre novas oportunidades para empresas, trabalhadores e investidores”, afirmou a prefeita Adriane Lopes.
Somente em julho, as exportações alcançaram US$ 96,55 milhões, crescimento de 45,80% sobre julho de 2025. As importações somaram US$ 38,56 milhões, alta de 114,01%, gerando saldo positivo de US$ 57,99 milhões no mês.
As carnes e miudezas comestíveis lideraram a pauta exportadora em julho, movimentando US$ 74,80 milhões, aumento de 40,03% na comparação anual. Também tiveram destaque gorduras e óleos animais ou vegetais, com US$ 11,98 milhões, e peles e couros, com US$ 3,60 milhões.
A China foi o principal destino das exportações da Capital, com US$ 40,242 milhões em compras. Índia, Estados Unidos, Chile e México também aparecem entre os principais mercados.
A integração com países da América do Sul também vem ganhando espaço. Entre janeiro e julho, o comércio de Campo Grande com Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai, integrantes da Rota de Integração Latino-Americana (RILA), movimentou US$ 227,638 milhões, equivalente a 28,14% de toda a corrente de comércio do município no período.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, os números mostram o potencial da produção local para alcançar novos mercados e reforçam a importância dos investimentos em integração logística e econômica.
A evolução recente confirma a mudança de escala do comércio exterior de Campo Grande. Depois da retração registrada nos fluxos globais em 2024, o município retomou o crescimento em 2025 e avançou ainda mais em 2026. Com exportações recordes e maior integração com mercados internacionais, a Capital amplia seu espaço nas cadeias produtivas globais e cria novas perspectivas para a atividade empresarial, os serviços e a logística.
Os dados fazem parte do Boletim Econômico de Agosto, divulgado pela Semades.
Por: Adriana Candido de Castro
