
O mercado do boi gordo terminou a última semana com poucas negociações, mas sem mudanças relevantes nos preços na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Na sexta-feira (4), frigoríficos reduziram a presença nas compras e algumas indústrias já haviam encerrado as negociações na quinta-feira.
Mesmo com o mercado mais lento, a oferta restrita de animais prontos para abate ajudou a sustentar as cotações. Em Goiânia (GO), o boi gordo foi negociado entre R$ 325 e R$ 330 por arroba, enquanto as escalas de abate ficaram, em média, em oito dias.
Em Cassilândia (MS), a menor disponibilidade de animais e a necessidade dos frigoríficos de completar as escalas abriram espaço para uma alta pontual de R$ 5 por arroba. Os negócios ocorreram entre R$ 340 e R$ 345/@, com escalas de quatro a seis dias.
Em São Paulo, o mercado também teve pouca movimentação, mas as cotações permaneceram firmes, entre R$ 345 e R$ 350/@. As escalas variaram de cinco a oito dias.
Para esta semana, apesar da possibilidade de recuos apontada por alguns agentes, a expectativa predominante é de manutenção dos preços nos níveis registrados na semana passada.
Carne bovina sustenta mercado
No atacado da Grande São Paulo, a carne bovina também manteve preços firmes. A carcaça casada de boi fechou a sexta-feira a R$ 24 por quilo à vista, acumulando alta de 0,8% na semana.
O ritmo das vendas de carne continua sendo acompanhado pelos frigoríficos e pode influenciar tanto as compras de gado quanto o volume de negociações ao longo dos próximos dias.
Reposição segue aquecida
O mercado de reposição também iniciou a semana com preços firmes e demanda elevada. O movimento é observado especialmente nos leilões, mantendo aquecido o interesse por animais para reposição.
