Oferta restrita mantém preços do feijão em alta, com destaque para o preto

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O mercado brasileiro de feijão manteve trajetória de alta na última semana, impulsionado pela oferta mais restrita e pela firmeza dos vendedores, segundo o Indicador Cepea/CNA. O movimento foi mais forte no feijão-preto, que registrou as principais valorizações.

A produção nacional da safra 2025/26 está estimada em 2,95 milhões de toneladas, queda de 3,6%, enquanto os estoques finais são projetados em 98,1 mil toneladas. No feijão-preto, a redução da oferta foi ainda mais acentuada: a produção caiu 38% na primeira safra e 42,9% na segunda safra.

Entre 10 e 17 de setembro, as cotações do feijão-preto tipo 1 subiram 10% na Metade Sul e em Curitiba, incluindo os Campos Gerais. No Oeste Catarinense, a alta foi de 4,51%, enquanto Itapeva (SP) registrou avanço de 4,78%.

No feijão-carioca, o mercado também apresentou valorização em algumas regiões. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, os preços subiram 4,49%. Na capital paulista, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, a R$ 342,91 em 16 de setembro.

Segundo o levantamento, a menor disponibilidade deve continuar dando sustentação aos preços no curto prazo. No carioca, porém, a cautela dos compradores mantém as negociações mais seletivas, com qualidade, coloração e umidade influenciando a formação das cotações.