
O bezerro continua valorizado e renova as máximas nominais em Mato Grosso do Sul, acompanhando o movimento de alta do mercado pecuário. Segundo relatório da Agrifatto divulgado nesta segunda-feira (19), o Indicador do Bezerro CEPEA/ESALQ fechou a sexta-feira (16) a R$ 3.489,71 por cabeça, com média semanal de R$ 3.487,05, avanço de 18,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Em outubro, todos os dias úteis registraram preços acima do recorde anterior, de R$ 3.446,14, observado em 30 de setembro.
Apesar da pressão sobre os custos de reposição, a valorização mais intensa do boi gordo nas últimas semanas melhorou a relação de troca para quem compra bezerros para recria e engorda. Na praça paulista, a arroba do boi gordo atingiu média semanal de R$ 379,57, reduzindo o custo de reposição de 9,45 para 9,19 arrobas por bezerro em três semanas.
De acordo com a Agrifatto, o resultado representa a relação de troca mais favorável ao recriador e ao confinador desde abril de 2026, embora ainda permaneça acima da média histórica de 8,94 arrobas desde 2020.
O bezerro acumula cinco semanas consecutivas de alta, enquanto o boi gordo registra sete semanas de valorização, com avanço de 10,4%, sustentado pela oferta restrita e pelas escalas de abate curtas.
Para a pecuária sul-mato-grossense, a valorização da reposição reforça a importância de acompanhar a relação entre o preço de compra do bezerro e a receita esperada com a venda do boi terminado. A melhora na troca e o milho mais barato podem favorecer os cálculos da engorda, mas o custo de entrada continua sendo determinante para a rentabilidade do produtor.
Por: Elaine Oliveira
