
Manter viva a história do agronegócio também é uma forma de valorizar quem construiu os caminhos da produção rural em Mato Grosso do Sul. Entre ferramentas, imagens e objetos que atravessam gerações, cada peça carrega um pouco da trajetória de famílias que ajudaram a desenvolver a pecuária e a agricultura no Estado.
É com esse propósito que o Museu do Fazendeiro, da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), recebeu a doação de uma réplica de carro de boi mineiro, feita em detalhes por Epifânio Gonçalves e preservada por cerca de 50 anos na propriedade da família do pecuarista Dácio Queiroz Silva, segundo vice-presidente da entidade.
A peça reproduz um dos modelos que circularam pela Fazenda Fronteira e representa uma época em que o transporte da produção dependia da força animal e da resistência dos equipamentos para enfrentar as condições do campo. Mais do que um objeto antigo, a réplica ajuda a contar parte da evolução das atividades rurais e das soluções utilizadas pelos produtores para movimentar cargas em terrenos acidentados, com pedras e áreas úmidas.



Introduzido no Brasil durante o período colonial pelos portugueses, o carro de boi foi, por séculos, um dos principais meios de transporte para o escoamento da produção agrícola e pecuária. Sua presença marcou a rotina das propriedades rurais e integrou a estrutura de abastecimento de diferentes regiões do país.
Um legado que atravessa gerações
Instalado no hall de entrada do prédio da diretoria da Acrissul, o Museu do Fazendeiro reúne imagens e objetos que ajudam a preservar e apresentar a história da pecuária sul-mato-grossense.
A iniciativa busca manter essa memória acessível não apenas aos produtores e às famílias que participaram dessa trajetória, mas também à população e às novas gerações, que podem conhecer as transformações do campo e compreender as bases sobre as quais o agronegócio atual foi construído.
A entidade também recebe doações de famílias que desejam preservar suas lembranças e contribuir para esse acervo histórico. A proposta é reunir peças que representem diferentes períodos e experiências da vida rural, mantendo viva a ligação entre o passado, o presente e o futuro do agro em Mato Grosso do Sul.
