
Mato Grosso do Sul segue consolidando sua posição como uma das economias mais competitivas do país. Impulsionado pelo agronegócio, pela expansão da indústria de base florestal e por um ambiente favorável aos investimentos, o Estado registrou em junho de 2026 um dos melhores desempenhos de sua balança comercial dos últimos anos, alcançando superávit de US$ 1,03 bilhão.
O resultado é reflexo de exportações que somaram US$ 1,21 bilhão, valor seis vezes superior às importações, que fecharam o mês em US$ 179,79 milhões, segundo levantamento da Aprosoja/MS, elaborado com base em dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O desempenho reforça uma trajetória positiva observada ao longo de 2026. No primeiro semestre, Mato Grosso do Sul acumulou um superávit comercial superior a US$ 4 bilhões, sustentando um dos maiores saldos positivos entre os estados brasileiros e evidenciando a crescente importância do Estado para a balança comercial nacional.
A liderança das exportações permanece concentrada na soja e seus derivados, responsáveis por 38,6% de toda a pauta exportadora sul-mato-grossense. Em seguida aparece a celulose, que voltou à segunda posição entre os produtos mais exportados após registrar crescimento de 75% no valor embarcado em relação a maio. A carne bovina completa o grupo dos principais produtos, mantendo estabilidade nas vendas externas e confirmando a diversificação da pauta exportadora estadual.
Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o comportamento das importações também revela importantes movimentos da economia estadual.
“No lado das importações, o gás natural permaneceu como o principal produto adquirido pelo Estado, representando 36,2% do total importado. O cobre, tradicionalmente na segunda colocação, apresentou queda de 39,2% no valor importado, abrindo espaço para as células fotovoltaicas, que assumiram a terceira posição e reforçam o aquecimento dos investimentos em energia solar em Mato Grosso do Sul”, destaca.
Além dos números expressivos do comércio exterior, o desempenho reflete uma transformação econômica que Mato Grosso do Sul vem construindo nos últimos anos. A expansão das áreas agrícolas, o crescimento da produção de grãos, a consolidação da cadeia de proteína animal e a instalação de grandes indústrias de celulose elevaram significativamente a capacidade exportadora do Estado.
Esse cenário também é resultado de políticas públicas voltadas à atração de investimentos e ao fortalecimento da infraestrutura logística. O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc, tem ampliado programas de incentivos fiscais, apoiado novos empreendimentos industriais e investido na melhoria da malha rodoviária, ferroviária e nos projetos estratégicos da Rota Bioceânica, iniciativas que ampliam a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses no mercado internacional.
A Aprosoja/MS destaca ainda que a força das exportações demonstra a resiliência do setor produtivo, mesmo diante das oscilações dos mercados internacionais. O desempenho da soja continua sendo determinante para a economia estadual, enquanto a celulose ganha cada vez mais protagonismo com a ampliação do parque industrial, especialmente nas regiões de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.
No cenário nacional, o crescimento das exportações de Mato Grosso do Sul acompanha a expansão do agronegócio brasileiro, que segue como principal responsável pelo saldo positivo da balança comercial do país. Dentro desse contexto, o Estado reforça sua posição como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia renovável, consolidando um modelo econômico baseado na produção agroindustrial, na agregação de valor e na abertura de novos mercados internacionais.
Com indicadores robustos e perspectivas favoráveis para o segundo semestre, Mato Grosso do Sul demonstra que o fortalecimento do agronegócio, aliado à industrialização e aos investimentos em infraestrutura, continua sendo um dos pilares do desenvolvimento econômico estadual e da geração de renda, empregos e divisas para o Brasil.
Por: Fabíola Camilo
