
A soja brasileira alcançou nesta semana o maior patamar de preços de 2026, impulsionada por uma combinação de fatores que fortalece o mercado. O principal destaque vem da China, que importou 12 milhões de toneladas do grão brasileiro somente em junho, enquanto reduziu as compras dos Estados Unidos em meio às tensões comerciais.
Além da demanda chinesa, a valorização do petróleo, os prêmios elevados nos portos brasileiros e o desempenho positivo da Bolsa de Chicago continuam sustentando as cotações.
Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, o cenário reúne fundamentos sólidos. A forte demanda pela soja brasileira mantém as exportações aquecidas, enquanto nos Estados Unidos o consumo interno cresce impulsionado pela indústria de óleo de soja, reduzindo os estoques disponíveis.
Outro fator que entra no radar é o clima. O avanço do El Niño aumenta as incertezas sobre a produção da próxima safra na América do Sul, contribuindo para manter os preços firmes no mercado internacional.
Para o analista, não há sinais de baixa no curto prazo. Com boa parte da safra brasileira já comercializada, a oferta disponível é limitada, fator que continua dando sustentação às cotações. A expectativa é de que os preços permaneçam elevados e ainda possam registrar novos avanços até setembro, embora os valores atuais já sejam considerados uma boa oportunidade de venda para quem ainda mantém soja armazenada.
Silveira também orienta os produtores a aproveitarem o momento para avaliar estratégias de comercialização da safra 2026/27, diante de um mercado que segue favorável.
Por: Amanda Coelho
