Feijão lidera alta dos alimentos em junho e pressiona custo da cesta básica

Compartilhe:

O preço dos alimentos voltou a pesar no bolso do consumidor brasileiro em junho, com destaque para o feijão, que registrou a maior alta entre os itens da cesta básica. Levantamento da Neogrid aponta que o grão ficou, em média, 8% mais caro no país, passando de R$ 8,05 para R$ 8,70 o quilo, enquanto os legumes tiveram aumento de 4,2%, reflexo de fatores climáticos, sazonalidade e da oferta regional.

No Centro-Oeste, a pressão foi ainda maior. O feijão acumulou alta de 9,7% no mês, seguido pelos ovos (+5,6%), farinha de mandioca (+5%), sabonete (+3,8%) e pão (+3,3%). Em contrapartida, alguns produtos registraram queda, como o açúcar (-9,1%), frango (-4,1%), café (-2,8%), sal (-1,9%) e margarina (-1,4%).

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as oscilações reforçam a influência das condições climáticas sobre a produção agrícola e exigem maior eficiência na gestão dos estoques e da reposição dos produtos no varejo.

Apesar da alta em itens essenciais, alguns alimentos ajudaram a aliviar a inflação no mês. O café apresentou recuo médio de 3,2%, o açúcar caiu 2,8%, enquanto ovos, óleo de soja e xampu também registraram redução nos preços.

No acumulado de 2026, os legumes seguem como os vilões da inflação alimentar, com valorização de 50,2% desde dezembro de 2025. O feijão aparece na sequência, com alta de 36,7%, seguido pelo leite UHT (+23,1%), carne bovina (+6,5%) e farinha de mandioca (+5%).

A expectativa é que a pressão sobre hortifrutigranjeiros e feijão continue nos próximos meses, mantendo atenção tanto dos consumidores quanto do setor varejista, que precisará equilibrar estoques e preços diante das oscilações do mercado.

Por: Redação Caderno Agro