
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana mantendo o cenário de firmeza observado no fim de julho. A oferta limitada de animais terminados continua sustentando as cotações da arroba, enquanto as escalas de abate permanecem enxutas, entre cinco e seis dias úteis na maior parte do país. A entrada da primeira quinzena de agosto, período tradicionalmente marcado pelo fortalecimento do consumo interno, também reforça o ambiente favorável para novos negócios.
Após recuperar boa parte das perdas registradas durante a primeira metade de julho, a arroba consolidou um movimento de alta nas últimas semanas. Mesmo com o desempenho mais moderado das exportações brasileiras de carne bovina in natura ao longo do mês passado, a escassez de animais prontos para o abate impediu uma pressão baixista mais intensa sobre o mercado.
De acordo com o acompanhamento da Acrissul, o mercado atacadista acumula duas semanas consecutivas de valorização, reflexo da combinação entre oferta reduzida e demanda doméstica aquecida. Para agosto, a expectativa é de maior equilíbrio, com a entrada gradual dos primeiros lotes de confinamento, o que deve ampliar a disponibilidade de animais e reduzir oscilações mais bruscas nas cotações.
Negócios pontuais continuam sendo registrados acima das médias regionais. Em São Paulo e no Paraná, há operações com boi gordo a R$ 355 por arroba e novilhas a R$ 340. Já no Pará e no Tocantins, negócios chegaram a R$ 345 e R$ 340 por arroba, respectivamente. Entretanto, o baixo volume negociado ainda não é suficiente para alterar as referências de mercado.
Na abertura desta semana, o ritmo das negociações foi mais lento, comportamento considerado normal para as segundas-feiras. Em São Paulo, a arroba permaneceu cotada em R$ 350, mantendo viés de alta. Nas demais regiões acompanhadas, a média ficou em R$ 336, sem alterações relevantes.
Em Mato Grosso do Sul, importante praça pecuária do país, o boi gordo segue cotado a R$ 345 por arroba, mesmo valor pago para animais destinados ao mercado chinês. A vaca é negociada a R$ 320 e a novilha a R$ 330, com escalas de abate ao redor de cinco dias úteis, uma das menores entre os principais estados produtores, evidenciando a oferta ainda restrita de animais terminados.
Confira as principais referências da arroba:
| Estado | Boi Gordo | Vaca | Novilha | Escala de Abate |
|---|---|---|---|---|
| São Paulo | R$ 350 | R$ 325 | R$ 335 | 6 dias |
| Mato Grosso do Sul | R$ 345 | R$ 320 | R$ 330 | 5 dias |
| Minas Gerais | R$ 335 | R$ 315 | R$ 325 | 6 dias |
| Goiás | R$ 335 | R$ 315 | R$ 325 | 6 dias |
| Mato Grosso | R$ 330 | R$ 310 | R$ 320 | 7 dias |
A avaliação do mercado é que, enquanto a oferta de animais permanecer limitada e as escalas de abate seguirem curtas, a arroba continuará encontrando sustentação, especialmente diante da melhora sazonal da demanda interna neste início de agosto.
Caderno Agro
